Mojtaba Khamenei: novo líder supremo do Irã, em imagem de outubro de 2024 (Khamenei.ir/AFP)
Repórter
Publicado em 13 de março de 2026 às 19h10.
Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira, 13, uma recompensa de até US$ 10 milhões por informações sobre altos integrantes militares e de inteligência do Irã, incluindo o novo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei.
O programa, divulgado pelo Departamento de Estado, lista dez autoridades associadas à Guarda Revolucionária Islâmica. O grupo foi criado após a Revolução Islâmica do Irã, em 1979, e mantém ligação direta com o líder supremo do país, além de atuar na proteção do sistema político liderado pelo clero xiita.
Entre os nomes citados na iniciativa está Mojtaba Khamenei, que recentemente sucedeu o pai, Ali Khamenei, após a morte do líder iraniano em ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel a partir de 28 de fevereiro.
Relatos indicam que o novo líder supremo teria sido ferido durante os ataques. Ele não apareceu em público desde então, embora tenha divulgado uma primeira declaração nesta quinta-feira, informou a agência Reuters.
A lista divulgada pelos EUA também inclui o chefe de segurança do país, Ali Larijani, o ministro da Inteligência, Esmail Khatib, o ministro do Interior, Eskandar Momeni, e dois integrantes do gabinete do líder supremo.
O site oficial do programa de recompensas também menciona outros quatro integrantes ligados à Guarda Revolucionária e ao Conselho de Defesa, mas não divulga nomes ou fotografias dessas autoridades.Na sexta-feira, Larijani apareceu em vídeos verificados ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, durante um comício realizado em Teerã. A aparição ocorreu após declarações do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que havia afirmado que a liderança iraniana estaria escondida, informou a Reuters.
Washington também acusa o Irã de planejar atentados contra o presidente Donald Trump e outros integrantes do governo americano, como resposta ao assassinato do general iraniano Qassem Soleimani, morto em 2020 em uma operação militar dos Estados Unidos.
O governo iraniano rejeita as acusações. Autoridades do país afirmam que as alegações de terrorismo feitas por Washington têm motivação política e são usadas para justificar medidas de pressão e sanções internacionais.

A guerra no Irã teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram bombardeios contra instalações militares e estruturas governamentais em Teerã e em outras cidades do país.
Após os ataques iniciais, o Irã respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra Israel e países árabes vizinhos, ampliando a dimensão regional do conflito.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira, 12, que a guerra do Irã "avança rapidamente". O mandatário reiterou avaliação positiva sobre o andamento das operações militares, sem apresentar um cronograma para o término do conflito.
Dados oficiais indicam que mais de 1.300 pessoas morreram no Irã desde o início da guerra, segundo números que não foram atualizados recentemente.Em Israel, ao menos 10 pessoas morreram em decorrência dos ataques. Informações divulgadas pelas autoridades também apontam que 14 militares dos Estados Unidos morreram em diferentes países após ofensivas iranianas.
*Com informações da agência EFE.