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NSA testou rastreamento de locais de celulares

Segundo diretor, agência não possui, entretanto, um programa para recolher essas informações

Diretor da NSA, general Keith Alexander, fala sobre o programa de espionagem em uma comissão de Justiça do Senado, em Washington (Jason Reed/Reuters)

Diretor da NSA, general Keith Alexander, fala sobre o programa de espionagem em uma comissão de Justiça do Senado, em Washington (Jason Reed/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 2 de outubro de 2013 às 21h35.

Washington - A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) testou sua habilidade para coletar dados de localização de telefone celular dos norte-americanos, mas não tem um programa para recolher essas informações, disse o diretor da NSA, general Keith Alexander, nesta quarta-feira.

Alexander declarou a uma comissão de Justiça do Senado, a qual está averiguando a espionagem eletrônica do governo, que a NSA recebeu amostras de dados em 2010 e 2011 para testar a sua habilidade de lidar com essas informações, mas os dados nunca foram usados ​​para quaisquer outros fins.

"Isso pode se tornar um requisito futuro para o país, mas agora não é", afirmou ele.

A ampla coleta de dados de telefone e da Internet por agências de inteligência norte-americanas tem sido objeto de averiguação desde que o ex-prestador de serviços da NSA Edward Snowden começou a vazar informações, em junho, mostrando que a vigilância é muito maior do que a maioria dos norte-americanos imaginava.

Diante do clamor público, membros republicanos e democratas do Congresso estão redigindo leis para restringir a coleta de dados e aumentar o acesso do público às informações.

O senador democrata Patrick Leahy, presidente da comissão de Justiça, disse na audiência que está trabalhando em um projeto de lei para reforçar a supervisão dos programas de vigilância do governo.

Entre outras coisas, o projeto de Leahy acabaria com coleta de dados em massa com base num item do Ato Patriótico, de 2001, que obriga as empresas a entregar os registros de seus negócios, se um pedido do governo nesse sentido for aprovado por uma corte secreta do setor de inteligência.

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