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Novo governo sueco venderá participação em estatais

Primeiro-ministro eleito espera obter 16,3 bilhões de euros com saída de empresas públicas

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Da Redação

Publicado em 12 de outubro de 2010 às 18h39.

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O novo governo sueco, uma coligação de centro-direita que derrotou os social-democratas que há 12 anos comandavam o país, planeja reduzir fortemente o papel do Estado na economia. Entre os planos, estão o de vender a participação do governo em grandes companhias, como a aérea SAS, da qual possui 20%, e o Nordea, maior banco da região, também com 20%.

A coalizão espera abrir caminho para uma nova fase de reestruturação econômica, com rápidas mudanças nos setores industriais e de serviços, a fim de contar com maior participação privada nos negócios. Esse pacote de medidas deve ser implantado em três fases, envolvendo a privatização de estatais e a desregulamentação de alguns setores. Espera-se que o cronograma de ações esteja concluído dentro de três a cinco anos.

Segundo o jornal britânico Financial Times, o primeiro estágio será o da venda das participações públicas em companhias listadas em bolsa. Depois, virá a venda da participação em empresas públicas não listadas e, por fim, a privatização de serviços públicos, como as empresas de energia. De acordo com o primeiro-ministro eleito, Fredrik Reinfeldt, não há um cronograma rígido a cumprir. O líder do novo governo afirmou que as empresas públicas só serão vendidas quando o mercado oferecer o melhor preço. No total, estima-se que a Suécia consiga cerca de 16,3 bilhões de euros com as privatizações e vendas de fatias de capital.

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