Trump: presidente citou o Brasil ao falar sobre a relação dos Estados Unidos com a região (Saul Loeb/AFP)
Repórter
Publicado em 2 de setembro de 2026 às 16h47.
Última atualização em 2 de setembro de 2026 às 17h40.
Às vésperas das eleições no Brasil, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 2, que ajudou “muita gente” a ser eleita na América do Sul. Em outro momento, citou a boa relação com o Brasil.
Segundo Trump, a América do Sul passa por uma mudança política, com países que antes eram governados pela esquerda se deslocando para a direita. “Eles foram da esquerda para a direita. Todos estão indo para a direita”, disse.
Ao responder sobre a possibilidade de os Estados Unidos terem planos para enviar militares à América do Sul, Trump desviou o foco, comentou sobre sua atuação política na região e falou sobre o apoio a Abelardo de la Espriella, eleito recentemente na Colômbia.
“Eu apoiei um senhor chamado 'El Tigre' [apelido de Espriella]. Eu gostei do seu nome, El Tigre”, disse, acrescentando que o político “não era a pessoa favorita” e estava entre dez candidatos, mas “fez um ótimo trabalho” e foi eleito.
Trump também mencionou a Argentina e afirmou ter ajudado outros políticos da região a chegar ao poder.
“Nós temos muitas pessoas, como a Argentina... muitas pessoas que eu ajudei a serem eleitas”, declarou.
Trump citou o Brasil ao falar sobre a relação dos Estados Unidos com a região. “Nós temos uma boa relação com o Brasil, uma boa relação, realmente, com quase todos agora”, disse.
Segundo ele, os países sul-americanos passaram a demonstrar mais respeito pelos Estados Unidos. “Eles não respeitaram o nosso país há dois anos, de fato. Então, nós estamos fazendo muito bem na América do Sul, na América Latina”, afirmou.
Ao concluir, Trump disse ter “ótima cooperação” entre os Estados Unidos e os países da América do Sul.
Em julho, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, já havia declarado acreditar que a maior presença dos interesses norte-americanos na América Latina é uma "conquista extraordinária".
A fala veio em meio a um ciclo eleitoral no continente neste ano que levou ao poder governos de direita, com discurso focado em segurança pública e alinhados geopoliticamente aos EUA, como Abelardo de la Espriella, na Colômbia, José Antonio Kast, no Chile, Keiko Fujimori, no Peru e Rodrigo Paz, na Bolívia.
O governo norte-americano também derrubou no início do ano o governo de Nicolás Maduro na Venezuela, um de seus maiores adversários políticos e considerado uma ameaça militar.
Além disso, o governo de Trump reforçou a pressão sancionária sobre Cuba, que aprovou nesta semana uma reforma econômica que flexibiliza o sistema socialista da ilha caribenha.
Segundo o secretário de Estado, praticamente todas as eleições realizadas desde a posse de Donald Trump resultaram na vitória de candidatos alinhados aos Estados Unidos. "Praticamente em todas as eleições realizadas desde que o senhor foi eleito presidente, foi eleita uma pessoa pró-Estados Unidos, e acredito que esta é uma situação incrível", afirmou Rubio ao presidente americano.