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Israel captura castelo estratégico no Líbano da época das Cruzadas

Israel tomou o castelo de Beaufort, próximo à cidade de Nabatieh, durante a invasão do Líbano em 1982, e o manteve sob seu controle até o ano 2000, quando se retirou do sul libanês

Netanyahu: o primeiro ministro afirmou que, desde 2 de março, Israel matou 3.000 “terroristas do Hezbollah” no Líbano, dos quais 700 no último mês (Oliver Contreras/AFP)

Netanyahu: o primeiro ministro afirmou que, desde 2 de março, Israel matou 3.000 “terroristas do Hezbollah” no Líbano, dos quais 700 no último mês (Oliver Contreras/AFP)

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 31 de maio de 2026 às 08h41.

Última atualização em 31 de maio de 2026 às 08h58.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo, 31, que a ocupação do castelo de Beaufort, uma posição estratégica no sul do Líbano tomada na noite passada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), é um “marco crucial” e uma “mudança radical na política” que o Estado judeu vem adotando no país vizinho.

“Superamos a barreira do medo e estamos tomando a iniciativa”, acrescentou Netanyahu em uma mensagem de vídeo divulgada por seu gabinete, na qual informou que, após a ocupação de Beaufort, deu instruções para “consolidar e ampliar” o controle israelense “sobre os locais que estavam sob o domínio do Hezbollah”, sem fornecer detalhes sobre esses locais.

Israel tomou o castelo de Beaufort, próximo à cidade de Nabatieh, durante a invasão do Líbano em 1982, e o manteve sob seu controle até o ano 2000, quando se retirou do sul libanês.

“Nesta noite, nossos heroicos combatentes capturaram o posto avançado de Beaufort. Lá, hastearam com orgulho a bandeira do Estado de Israel”, disse o primeiro-ministro, acrescentando que agora os israelenses retornam ao local “mais fortes do que nunca”.

Mais de 3.300 pessoas morreram em ataques israelenses no Líbano desde o dia 2 de março, quando Israel reprimiu os primeiros ataques do grupo xiita ao seu território no contexto da guerra com o Irã.

Em sua mensagem em vídeo, Netanyahu afirmou que, desde 2 de março, Israel matou 3.000 “terroristas do Hezbollah” no Líbano, dos quais 700 no último mês.

“Isso representa mais do que eliminamos durante a Segunda Guerra do Líbano”, acrescentou, referindo-se ao conflito entre Israel e Hezbollah em 2006, quando, em pouco mais de um mês, morreram pouco mais de mil libaneses.

As IDF continuam avançando por terra no sul do Líbano, ampliando assim o que classificam como “zona de segurança” em sua invasão do território do país vizinho.

As Forças Armadas informaram neste domingo que pretendem assumir o controle da área do rio Saluki, situada ao norte da cidade costeira de Tiro, cujos cidadãos foram deslocados à força por Israel e que vem sendo atacada há dias.

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