Benjamin Netanyahu: primeiro-ministro de Israel (Gil Cohen Magen/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 28 de maio de 2026 às 11h38.
Última atualização em 28 de maio de 2026 às 13h57.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira que ordenou às Forças Armadas do país que assumam o controle de 70% da Faixa de Gaza. A ordem acontece em meio a um frágil cessar-fogo que entrou em vigor em outubro.
“Estamos atualmente apertando o Hamas. Agora controlamos 60% do território na Faixa. Vocês sabem, estávamos em 50%, passamos para 60%. Minha diretriz é avançar para... 70%”, disse ele durante uma conferência em um assentamento na Cisjordânia ocupada, segundo um vídeo exibido pela emissora israelense Channel 12.
O anúncio de Netanyahu ocorre em meio à violência na Faixa de Gaza, onde o exército israelense mantém operações militares e bombardeios.
Israel e Hamas acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro, após dois anos de guerra desencadeada pelo ataque sem precedentes do movimento islamista palestino ao território israelense, em 7 de outubro de 2023.
A primeira parte dessa trégua, negociada sob pressão dos Estados Unidos, permitiu a libertação de reféns israelenses mantidos em Gaza em troca da libertação de prisioneiros palestinos.
A implementação da segunda fase previa o desarmamento do Hamas e uma retirada gradual do exército israelense desse território, um avanço que, há semanas, parece improvável de se concretizar.
De acordo com os termos do cessar-fogo, as forças israelenses deveriam se retirar para além da chamada "linha amarela", que separava a área controlada pelo Hamas da parte do território ocupada pelo exército israelense, que correspondia a pouco mais de 50%.
Netanyahu já havia anunciado, em 15 de maio, que o exército havia expandido seu controle sobre a Faixa de Gaza para 60% do território.
Na área sob autoridade do Hamas, mais de 2 milhões de palestinos vivem em condições de superlotação, sofrendo uma situação humanitária que permanece "catastrófica", denunciaram diversas ONGs em 22 de maio, acusando Israel de não cumprir suas obrigações.
Com Afp e O Globo