Tesouro Direto: O resultado ficou a apenas R$ 30 milhões do recorde histórico, registrado em março (R$ 14,79 bilhões) (Priscila Zambotto/Getty Images)
Repórter
Publicado em 28 de julho de 2026 às 18h35.
As vendas de títulos públicos pela internet somaram R$ 14,76 bilhões em junho, o segundo maior volume mensal desde a criação do Tesouro Direto, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 28, pelo Tesouro Nacional. O resultado ficou a apenas R$ 30 milhões do recorde histórico, registrado em março - R$ 14,79 bilhões.
O salto foi puxado pelo Tesouro Reserva, título lançado recentemente e que funciona de forma parecida com as "caixinhas" oferecidas por bancos digitais. Indexado à Selic, o papel já respondeu por R$ 2,09 bilhões em vendas no mês, o equivalente a 14,2% do total.
Na comparação com maio, quando as vendas somaram R$ 10,22 bilhões, o crescimento foi de 44,51%. Frente a junho do ano passado, o avanço chega a 156,03%.
Os títulos atrelados à Selic (hoje em 14,25% ao ano) continuam sendo a preferência dos investidores, com 54,5% das vendas do mês. Dentro desse grupo, as tradicionais Letras Financeiras do Tesouro (LFT) somaram R$ 4,16 bilhões, ou 28,2% do total.
Os papéis corrigidos pela inflação, via IPCA, também mantiveram força e representaram 34,3% das vendas, reflexo da expectativa de alta nos índices de preços nos próximos meses. Os prefixados, com taxa definida no momento da compra, ficaram com 16,7%.
Já os títulos de longo prazo para objetivos específicos tiveram participação menor. O Tesouro Renda+, pensado para complementar a aposentadoria, respondeu por 4,6% das vendas, enquanto o Tesouro Educa+, voltado à poupança para educação superior, ficou com apenas 2%.
O estoque total do Tesouro Direto fechou junho em R$ 262,47 bilhões, alta de 4,57% em relação a maio e de 45,53% em 12 meses. O avanço reflete tanto a correção dos juros quanto o fato de as vendas terem superado os resgates em R$ 10,1 bilhões no mês.
O programa ganhou 261.877 novos investidores em junho, elevando a base total para 35.853.678 cadastrados, alta de 9,53% em 12 meses. Já o número de investidores ativos, com operações em aberto, chegou a 3.689.486, crescimento de 21,19% no período.
O perfil segue concentrado em pequenos investidores. Das 1.530.276 operações de venda realizadas no mês, 75,4% foram de até R$ 5 mil, e metade (50,7%) não passou de R$ 1 mil. O valor médio por operação foi de R$ 9.648,34.
Quanto ao prazo, os títulos de médio prazo (entre cinco e dez anos) lideraram a preferência, com 45,7% das vendas. Papéis de até cinco anos somaram 37,9%, e os de mais de dez anos, 16,4%.