Oriente Médio: Israel visa locais de produção de armas no Irã (Elaheh ASIABI/FARS NEWS AGENCY/AFP/Getty Images)
Publicado em 29 de março de 2026 às 13h28.
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmaram que estão a “poucos dias” de concluir os objetivos relacionados à destruição das capacidades de produção de armas do Irã, embora ressaltem que outras frentes da ofensiva seguem em andamento.
“Em alguns dias, poderemos concluir o trabalho contra os alvos prioritários na área de produção”, disse o porta-voz Nadav Shoshani durante entrevista coletiva neste domingo.
Apesar disso, o militar destacou que a missão não se encerra nesse ponto, já que permanecem alvos ligados a outras áreas estratégicas, como o programa nuclear iraniano, o arsenal de mísseis balísticos e centros de comando.
Segundo autoridades israelenses, desde o início do conflito, mais de 8.500 ataques foram realizados no Irã, atingindo mais de 3.000 alvos, incluindo instalações militares, estruturas da indústria de armamentos e, mais recentemente, capacidades nucleares.
O jornal "The Times of Israel" informou no sábado que Israel estaria próximo de eliminar cerca de 90% das infraestruturas voltadas ao desenvolvimento de armas “que ameaçam Israel”.
Com o avanço de negociações entre Estados Unidos e Irã por um possível cessar-fogo, as forças israelenses passaram a concentrar suas ações principalmente em alvos militares, reduzindo o foco em estruturas políticas.
Em relação ao Líbano, Shoshani afirmou que as tropas seguem majoritariamente posicionadas na região de fronteira, embora parte do efetivo realize incursões “seletivas” em território libanês. Ele não comentou se houve avanço superior a oito quilômetros no sul do país.
O porta-voz também evitou se pronunciar sobre a morte dos jornalistas Fatima e Mohamed Fatouni em um ataque israelense no sul do Líbano. Na ocasião, as forças armadas disseram ter matado também o jornalista Ali Shaib, alegando ligação com o Hezbollah, mas sem apresentar provas conclusivas.
Shoshani negou que as IDF pretendam divulgar evidências adicionais dessa suposta conexão. Segundo militares, as justificativas apresentadas incluem uma publicação feita por Shaib na rede social X (ex-Twitter) em 2024 e contatos com integrantes do grupo, embora detalhes dessas interações não tenham sido divulgados.
*Com informações da agência EFE