Mundo

Naoto Kan assegura que Japão superará sua maior crise

Primeiro-ministro reconheceu, porém, que situação em Fukushima é grave

Naoto Kan, premiê japonês: "reconstruiremos o Japão de novo" (Getty Images)

Naoto Kan, premiê japonês: "reconstruiremos o Japão de novo" (Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 18 de março de 2011 às 10h26.

Osaka, Japão - O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, afirmou nesta sexta-feira que o país será "capaz de emergir da crise" após o terremoto registrado há uma semana.

"Reconstruiremos o Japão de novo", assegurou Kan, que reconheceu que a crise nuclear da usina de Fukushima é "grave", mas afirmou estar esperançoso de que "os problemas se resolverão em breve".

Em discurso transmitido ao vivo pela televisão, o primeiro-ministro também fez um apelo pela unidade dos japoneses e disse que "não há espaço para o desalento" nesta crise.

Além disso, agradeceu à população pela "calma" que manteve durante uma semana na qual teve que enfrentar dois desastres de magnitude sem precedentes, e transmitiu a determinação de seu Governo de reconstruir o país.

Sobre a usina nuclear de Fukushima, onde os operários trabalham contra o tempo para controlar os seis reatores com problemas, o primeiro-ministro disse que a situação "não permite ainda o otimismo".

Kan também se referiu às centenas de milhares de refugiados nas províncias mais afetadas pela tragédia e lembrou que sua situação se viu piorada pelo frio e a escassez de alimentos, mas garantiu que receberão assistência do Governo.

O terremoto e posterior tsunami que assolaram Japão no último dia 11 deixaram quase 17 mil mortos e desaparecidos, no que o próprio Kan definiu como "a pior crise desde a Segunda Guerra Mundial".

Acompanhe tudo sobre:acidentes-nuclearesÁsiaGovernoJapãoPaíses ricos

Mais de Mundo

Eleição na Venezuela: Urnas fecham com atraso e oposição pede que eleitores acompanhem contagem

Eleições na Venezuela: compare os planos de governo de Nicolás Maduro e Edmundo González Urrutia

Maduro convoca apoiadores para mobilização de votos de última hora

Venezuelanos protestam em Miami por não poderem votar nas eleições de seu país

Mais na Exame