Maduro e Flores: Advogada formada pela Universidade Santa María, em Caracas, ela mantém relação com Maduro desde a década de 1990 (Joka Madruga )
Redação Exame
Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 17h35.
O filho do presidente venezuelano Nicolás Maduro afirmou estar “bem” e “tranquilo” após os bombardeios dos Estados Unidos que resultaram na captura do chefe do Executivo e voltou a convocar apoiadores para se mobilizarem. A declaração consta em um áudio divulgado neste domingo, 4, pelo parlamentar governista.
Nicolás Maduro foi detido junto com a esposa, a deputada Cilia Flores, e transferido para os Estados Unidos, onde responde a acusações relacionadas a terrorismo e narcotráfico. Ambos vão a tribunal federal em Nova York nesta segunda.
Segundo a AFP, o filho do presidente, Nicolás Maduro Guerra — conhecido como “Nicolasito” — também figura entre os acusados em um processo que tramita em uma corte federal de Nova York.
No áudio que circulou nas redes sociais, Maduro Guerra afirma que seguirá ativo politicamente. “Estamos bem, estamos tranquilos. Vocês vão nos ver nas ruas, ao lado do povo, levantando as bandeiras da dignidade. Eles querem nos ver fracos, mas não vão nos ver fracos”, declarou.
A equipe do deputado confirmou à AFP a autenticidade da gravação.
Em outro trecho, o parlamentar reafirma sua lealdade à família e ao chavismo. “Eles não vão conseguir. Juro pela minha vida, pelo meu pai e pela Cilia que vamos sair dessa dificuldade”, disse. “Estou firme. Estamos firmes, e minha família está firme”, acrescentou.
Maduro Guerra também insinuou a existência de traições no entorno do presidente. “A história vai dizer quem foram os traidores, a história vai revelar”, afirmou, em meio a relatos sobre um possível infiltrado no círculo próximo de Maduro, segundo a AFP.
Após a confirmação da prisão do presidente, o chavismo iniciou a mobilização de sua base ainda no sábado, poucas horas depois da divulgação da operação americana.
A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente o comando do governo por determinação da Suprema Corte, com respaldo das Forças Armadas.