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Muçulmanos do Egito criticam publicação de nova caricatura

A instituição Dar al Ifta afirmou que a publicação representa "uma provocação injustificada dos sentimentos dos muçulmanos em todo o mundo"

Cairo - A principal autoridade religiosa muçulmana do Egito criticou nesta terça-feira que o semanário satírico francês "Charlie Hebdo" volte a publicar "caricaturas ofensivas" do profeta Maomé em sua edição após atentado jihadista de semana passada.

Em um comunicado, a instituição Dar al Ifta afirmou que a publicação representa "uma provocação injustificada dos sentimentos dos muçulmanos em todo o mundo, que respeitam e amam seu profeta".

O advogado da revista Richard Malka anunciou ontem que o próximo número do "Charlie Hebdo" -que sairá às vendas nesta quarta-feira pela primeira vez após o atentado do dia 7 de janeiro, no qual 12 pessoas morreram - inclui caricaturas de Maomé.

Em sua capa, divulgada em seguida, aparece a caricatura do profeta chorando e segurando um cartaz escrito "Je suis Charlie" (Eu sou Charlie", lema solidário popularizado após o atentado, sob o título "Tudo está perdoado".

A instituição Dar al Ifta destacou que a publicação deste número causará "uma nova onda de ódio entre a comunidade francesa e no Ocidente em geral".

Além disso, o comunicado afirmou que o semanário viola os princípios de convivência e diálogo que o mundo muçulmano sempre buscou, e a publicação significa um grave retrocesso no respeito aos direitos humanos, liberdades, tolerância e diversidade cultural.

Por outro lado, a instituição condenou os ataques contra mesquitas na França, cometidos após os atentados terroristas em Paris.

"Estes atos darão a oportunidade aos extremistas de ambas as partes de intercambiar atos de violência nos quais só sofrerão os inocentes", alertou.

O comunicado concluiu com uma chamada ao governo e aos partidos franceses para que rejeitem a publicação de novas caricaturas de Maomé para evitar o "sectarismo religioso". 

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