Mosquiteiros impregnados com inseticida são uma das defesas contra o mosquito Anopheles, transmissor da malária (James Gathany / CDC)
Da Redação
Publicado em 13 de setembro de 2011 às 11h35.
São Paulo -- A luta contra a malária reduziu em 38% a mortalidade decorrente da doença em dez anos, o que significou salvar mais de um milhão de vidas, segundo um relatório da associação Roll Back Malaria (Retardar a Malária, numa tradução literal), publicado esta segunda-feira.
"No mundo todo houve uma redução da mortalidade de 38%, com mais de um milhão de vidas salvas desde o ano 2000", declarou a professora Awa Marie Coll-Seck, encarregada da associação. Fundada em 1998, a Roll Back Malaria lidera a ação coordenada contra a doença, cujo foco principal é a África Subsaariana. A África tem 80% dos casos e 90% das mortes causadas por malária.
"A Suazilândia reduziu os casos em 80%. A África do Sul já quase não tem casos. E a Namíbia talvez tenha cem casos por ano", acrescentou Coll-Seck. "Mas não se deve diminuir os esforços", destacou. Outro avanço foi a passagem "de 100 milhões de dólares no plano internacional em 2003 para a luta contra a malária para 1,5 bilhão de dólares em 2010, ou seja, um financiamento multiplicado por 15 em menos de dez anos", afirmou a encarregada.
Coll-Seck disse que a crise econômica atual causa preocupação e por isso deseja que países como Brasil, Índia e China se envolvam no financiamento. Mosquiteiros impregnados com inseticida, pulverizações de inseticidas nos muros das casas e acesso a medicamentos fabricados a partir de uma combinação terapêutica baseada em artemisinina (CTA/ATC) formam parte das medidas preconizadas pela associação.
O especialista disse que a prevenção é aplicável a mulheres grávidas, que são "muito vulneráveis, pois há quatro vezes mais malárias nas gestantes do que entre adultos da mesma idade".