Mortais e imprevisíveis: as últimas pandemias que assolaram o mundo

Fazia mais de 10 anos que o planeta não passava por uma pandemia como a do Covid-19, o novo coronavírus. Todas as últimas foram causadas por vírus da gripe

São Paulo — O novo coronavírus (o Covid-19) que se espalha pelo mundo passou do status de “ameaça muito grave” para o de pandemia na tarde desta quarta-feira (11), de acordo com comunicado feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS)

A doença que começou a se manifestar na China em dezembro já chegou a 110 países, deixou mais de 4 mil mortos e cerca de 120 mil infectados no mundo — a maioria no país asiático, na Itália e no Irã.

Fazia mais de 10 anos que o mundo não passava por uma pandemia. Todas as últimas foram causadas por vírus da gripe, transmitido de animais para humanos depois de terem sofrido mutações. O fato de as informações genéticas do vírus mudar o tempo todo dificulta a criação de uma vacina.

Apesar do potencial de estrago do Codiv-19, o mundo já esteve bem mais despreparado para enfrentar uma pandemia.

Veja quais foram as últimas:

2009 – Gripe Suína

A pandemia mais recente que o mundo viu foi causada pela A (H1N1), conhecida como gripe suína, em 2009. Acredita-se que o vírus veio do porco e de aves. O primeiro caso foi registrado no México.

A OMS elevou o status da doença em junho de 2009, depois de contabilizar 36 mil casos em 75 países. No total, 187 países registraram casos e quase 300 mil pessoas morreram. O fim da pandemia foi decretado pela OMS em agosto de 2010.

1968 -1969:  Gripe de Hong Kong

A OMS estima que a gripe de Hong King (H3N2) — a terceira pandemia do século XX —, tenha matado 1 milhão de pessoas entre 1968 e 1969. É provável que o vírus que causou a doença tenha evoluído da gripe asiática. O surto começou a ser transmitida por aves.

1957 – Gripe Asiática

A gripe asiática também teve início na China e matou até 2 milhões de pessoas no mundo, principalmente idosos. Chegou nos Estados Unidos pela Califórnia e, em seguida, se espalhou pela Europa.

1918 -1919:  Gripe Espanhola, a mãe de todas as pandemias

Apesar do nome, a gripe espanhola teve seus primeiros casos identificados nos Estados Unidos, entre soldados do Exército, em 1918. Acredita-se que a “mãe de todas as pandemias”, como ficou conhecida depois, tenha matado entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas pelo mundo até 1919. 40% da população mundial foi infectada.

A Primeira Guerra Mundial fez menos da metade de vítimas, cerca de 30 milhões de pessoas.

O número não é exato porque, à época, as informações eram limitadas, já não era do interesse das nações divulgarem que havia uma doença contagiosa atingindo seus soldados.

O vírus da gripe espanhola, o H1N1, era semelhante ao da gripe suína. O custo para conter os efeitos do vírus foi tão alto que médicos chegaram a classificar a pandemia como “maior holocausto médico da história”.

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