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Ministro iraniano diz que ninguém confia mais nos EUA

O ministro das Relações Exteriores do Irã disse que os países não confiam mais nos EUA, alegando que o país muda seu posicionamento constantemente

As sanções contra o Irã foram implementadas depois que os EUA deixaram o acordo nuclear em maio (Joshua Roberts/Reuters)

As sanções contra o Irã foram implementadas depois que os EUA deixaram o acordo nuclear em maio (Joshua Roberts/Reuters)

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AFP

Publicado em 8 de agosto de 2018 às 09h18.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, afirmou nesta quarta-feira que é difícil imaginar novas negociações com os Estados Unidos quando "ninguém confia" naquele país, que voltou ontem a adotar sanções contra Teerã.

"Imaginem as negociações agora. Como poderíamos confiar neles?", questionou Zarif em entrevista ao canal público IRINN.

"Os Estados Unidos ziguezaguearam constantemente, então agora ninguém confia neles", completou.

O governo dos Estados Unidos, que se retirou em maio do acordo nuclear de 2015 entre o Irã e as grandes potências, afirma que deseja exercer "pressão máxima" sobre Teerã com as novas sanções.

Mas o presidente americano, Donald Trump, deu a entender que a porta estava aberta para negociações.

Na segunda-feira, Trump afirmou "aberto a alcançar um acordo mais amplo que aborde toda a gama de atividades malignas do regime, incluindo seu programa de mísseis balísticos e seu respaldo ao terrorismo".

Mas para Zarif, "antes ninguém apoiava o Irã. Agora todos os países do mundo apoiam".

Os países europeus que também são signatários do acordo nuclear se mostraram determinados a salvar o texto e a "proteger os operadores econômicos europeus comprometidos em negócios legítimos com o Irã".

A primeira rodada de sanções americanas entrou em vigor na terça-feira e inclui bloqueios às transações financeiras e às importações de matérias-primas, além de medidas para impedir as compras no setor automotivo e na aviação comercial.

Uma segunda rodada, marcada para 5 de novembro, atingirá o setor de petróleo e gás, assim como o Banco Central.

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