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México passa Brasil e é o país com mais cidades em ranking sobre violência

Tijuana, no norte do México, foi considerada a cidade mais violenta do mundo em 2018, seguida de Acapulco, também no país, e Caracas, capital da Venezuela

Crianças da caravana de imigrantes em albergue em Tijuana, México (Lucy Nicholson/Reuters)

Crianças da caravana de imigrantes em albergue em Tijuana, México (Lucy Nicholson/Reuters)

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EFE

Publicado em 12 de março de 2019 às 19h37.

Cidade do México - O México ultrapassou o Brasil e agora é o país com o maior número de cidades em um ranking que avalia quais são 50 áreas urbanas mais violentas do mundo.

O levantamento, produzido pela organização Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal do México, foi divulgado nesta terça-feira e considera cidades com mais de 300 mil habitantes.

Tijuana, no norte do México, foi considerada a cidade mais violenta do mundo em 2018, seguida de Acapulco, também no país, e Caracas, capital da Venezuela.

O "top-10" do ranking é completado por Ciudad Victoria, Ciudad Juárez, Irapuato, todas no México, Guayana, na Venezuela, Natal e Fortaleza, no Brasil e Ciudad Bolívar, também na Venezuela.

Segundo o relatório, Tijuana teve uma taxa de homicídio de 138,26 por 100 mil habitantes. E, pelo segundo ano consecutivo, uma cidade mexicana lidera a lista das áreas urbanas mais violentas do mundo.

No total, 15 cidades do México estão entre as 50 da lista, levando o país a ultrapassar o Brasil na liderança do ranking.

A ONG diz que a violência no México é provocada pelas guerras entre integrantes do crime organizado. São cidades como exemplo as cidades de La Paz e Los Cabos, que estavam nos primeiros lugares do ranking em 2017. Com a vitória de uma das facções rivais, os índices de homicídios nos dois municípios caíram drasticamente.

Dentro das 50 cidades mais violentas, 42 estão na América Latina. A Colômbia é o destaque positivo da relação. Com violência urbana cada vez menor, o país só tem dos munícios na lista: Cali e Palmira. No entanto, a ONG afirma que o problema se mantém em zonas ruais.

No caso da Venezuela, a ONG destacou uma dificuldade cada vez maior de contabilizar a magnitude da violência no país.

"Nos últimos anos, sobretudo em 2018, enfrentamos um novo fenômeno que expressa a crise muito grave que a Venezuela enfrenta em todos os setores: a crescente incapacidade de contar seus mortos", afirmou o relatório.

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