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Merkel exige que Yanukovich retome diálogo com oposição

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, conversou com o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, e exigiu que o líder retome o diálogo com a oposição

Angela Merkel, chanceler da Alemanha: além disso, Merkel "condenou" em sua conversa telefônica o último aumento da violência na Ucrânia (Krisztian Bocsi/Bloomberg)

Angela Merkel, chanceler da Alemanha: além disso, Merkel "condenou" em sua conversa telefônica o último aumento da violência na Ucrânia (Krisztian Bocsi/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 20 de fevereiro de 2014 às 10h56.

Berlim - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, conversou nesta quinta-feira por telefone com o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, e exigiu que o líder retome "urgentemente" o diálogo com a oposição e aproveite a disposição da União Europeia (UE) de mediar negociações entre as partes.

A chefe do governo alemão ligou para Yanukovich após a última escalada da violência em Kiev e outras cidades, que deixou dezenas de mortos e mais de mil feridos nos últimos três dias, e pouco antes do presidente ucraniano receber ministros das Relações Exteriores europeus.

O porta-voz do Executivo alemão, Steffen Seibert, disse por meio de um comunicado que Merkel transmitiu a Yanukovich sua convicção de que a "solução sustentável do conflito" passa por conversas entre o governo e oposição, com o objetivo de se obter rapidamente "resultados tangíveis" para a "formação de um governo" e "reforma da Constituição".

Estas são as duas principais reivindicações dos grupos opositores ao presidente ucraniano e aos manifestantes, pelos quais o governo alemão expressou em várias ocasiões sua "simpatia".

Além disso, Merkel "condenou" em sua conversa telefônica o último aumento da violência na Ucrânia e disse a Yanukovich que apesar de "todas as partes" terem que cumprir com a trégua pactuada, "a responsabilidade principal recai na chefia do Estado".

A chanceler ressaltou ainda que a UE, a Alemanha e outros países do continente estão dispostos a mediar e apoiar as negociações entre o governo ucraniano e a oposição.

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