Acompanhe:

'Marina foi autoritária', diz presidente do PV

O presidente da legenda, José Luiz Penna, também enfatizou ontem que vai reforçar a aliança política com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab

Modo escuro

Continua após a publicidade
Há dissidentes que apoiam Marina e que, mesmo assim, ficarão no PV (Renato Araujo/ABr)

Há dissidentes que apoiam Marina e que, mesmo assim, ficarão no PV (Renato Araujo/ABr)

D
Da Redação

Publicado em 12 de julho de 2011 às, 11h31.

São Paulo - Com a saída da ex-senadora Marina Silva, o PV já começa a se articular para a eleição municipal de 2012. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da legenda, deputado José Luiz Penna (SP), enfatizou ontem que vai reforçar a aliança política dos verdes com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab - que deixou o DEM para montar um novo partido, o PSD. Conta com o apoio dele para lançar como candidato a prefeito da capital o atual secretário do Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV-SP). No Rio, o candidato citado por ele é Fernando Gabeira.

No encontro, Penna mostrou-se aliviado com o fim da polêmica, que se prolongou durante quatro meses, com Marina e o grupo político que a acompanha: "Foi um período muito dolorido. Nós precisávamos de um desfecho. Não dá para querer transformar uma dificuldade interna numa agenda política para o País, como tentaram fazer. O que interessa são os postulados que estamos defendendo e que fazem com que a sociedade caminhe cada vez mais a nosso favor. A quantidade de pessoas que nos procura, com intenção de disputar eleições, é enorme".

Sobre as críticas que vinha recebendo de Marina, de que o PV está engessado numa estrutura de comando verticalizada e autoritária e que é graças a isso que Penna se mantém no cargo de presidente há 12 anos, ele respondeu: "Não mando nem em minha casa. Sou apenas porta-voz do partido. Os conservadores têm dificuldades para nos codificar, devido à nossa experiência original de direção coletiva, horizontal. O grupo político de Marina não digeriu bem isso. Por mais que eu dissesse que precisava consultar o coletivo antes de tomar decisões, eles não levavam em consideração. Traziam propostas autoritárias de afastamento de pessoas que não iam bem. Ora, se uma pessoa segura o partido em determinada região do País há 20 anos, eu preciso sentar e dialogar com ele. Não dá para tratorar o PV".

A Executiva nacional do partido deve se reunir logo após o recesso parlamentar, no início de agosto. Um dos principais assuntos da pauta, segundo Penna, deverá ser a relação com dissidentes que, embora endossem as ideias de Marina e participem do movimento que ela está criando, vão continuar filiados ao PV. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Últimas Notícias

Ver mais
Zelenski diz que 31 mil soldados ucranianos morreram na guerra com a Rússia
Mundo

Zelenski diz que 31 mil soldados ucranianos morreram na guerra com a Rússia

Há 8 horas

Na Argentina, Milei ataca governadores, após ameaça de corte no fornecimento de petróleo e gás
Mundo

Na Argentina, Milei ataca governadores, após ameaça de corte no fornecimento de petróleo e gás

Há 9 horas

Centenas de pessoas fogem da fome no norte de Gaza: 'Nossa única esperança é a ajuda de Deus'
Mundo

Centenas de pessoas fogem da fome no norte de Gaza: 'Nossa única esperança é a ajuda de Deus'

Há 15 horas

Lula se volta à América Latina e terá encontro com Maduro
Mundo

Lula se volta à América Latina e terá encontro com Maduro

Há 15 horas

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais