María Corina Machado: líder da oposição ao governo de Maduro chega à Casa Branca para almoço com Trump (Brendan SMIALOWSKI/Getty Images)
Repórter
Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 16h05.
Última atualização em 15 de janeiro de 2026 às 16h10.
A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, esteve nesta quinta-feira, 15 de janeiro, na Casa Branca para um almoço com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O encontro ocorre menos de duas semanas após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas durante uma operação militar na Venezuela.
De acordo com a agenda oficial da presidência, o almoço foi marcado para as 12h30 (horário local), em uma sala de jantar privativa na residência presidencial, sem presença da imprensa. María Corina Machado entrou no edifício por uma entrada lateral, diferente da utilizada por chefes de Estado e altos representantes internacionais.
Esta é a primeira reunião entre Trump e a opositora, que até então havia sido descartada pelo governo norte-americano para comandar o governo de Caracas durante a transição política na Venezuela. O republicano havia alegado que ela não contava com apoio político interno suficiente para liderar esse processo.
Durante o período, os Estados Unidos concentraram seus esforços em Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro, que assumiu o cargo de presidente interina com o respaldo direto da Casa Branca. Trump chegou a afirmar que a Venezuela está sob tutela dos EUA e negociou com Delcy a comercialização de milhões de barris de petróleo venezuelano.
A reunião entre Trump e María Corina Machado ocorre um dia após o presidente norte-americano ter mantido uma ligação telefônica com a presidente interina, na qual trataram de temas relacionados a petróleo, minerais, comércio e segurança. Após o contato, Trump descreveu a nova líder como “uma pessoa fantástica”.
A aproximação entre Trump e María Corina Machado também se intensificou depois que a imprensa noticiou que o presidente teria se afastado da opositora por ela ter aceitado o Prêmio Nobel da Paz, honraria à qual o próprio Trump aspirava. Em resposta, a política venezuelana declarou publicamente que desejava compartilhar o prêmio com o presidente, como gesto de reaproximação.