Repórter
Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 08h02.
O senador americano Mike Lee afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi preso por agentes dos Estados Unidos e será julgado criminalmente em território americano.
Em publicação na rede X, Lee disse ter acabado de falar com o secretário de Estado, Marco Rubio, e relatou: “Ele me informou que Nicolás Maduro foi preso por agentes dos EUA para ser julgado por acusações criminais nos Estados Unidos, e que a ação cinética que vimos esta noite foi acionada para proteger e defender aqueles que executavam o mandado de prisão”.
Segundo o senador, a operação “provavelmente se enquadra na autoridade inerente do presidente sob o Artigo II da Constituição” para proteger o pessoal americano de um ataque real ou iminente.
A fala do senador ocorre poucas horas após o presidente Donald Trump anunciar que os EUA realizaram um “ataque em larga escala” contra a Venezuela e capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que teriam sido levados para fora do país.
Em postagem na rede Truth Social, Trump escreveu: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, com sua esposa, capturado e levado para fora do país”.
Segundo o republicano, a operação foi conduzida em conjunto com a lei americana, e ele prometeu dar mais detalhes em uma coletiva em Mar-a-Lago nas próximas horas.
Por enquanto, se sabe que as regiões de Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira foram bombardeadas durante a madrugada de sexta para sábado.
O portal CBS News apontou a Delta Force como responsável pela operação. A unidade das Forças Armadas é encarregada das missões mais complexas dos EUA.
A vice-presidente Delcy Rodríguez declarou que o governo venezuelano “não conhece o paradeiro do presidente Nicolás Maduro nem da primeira combatente Cilia Flores”[/grifar].
Em áudio transmitido pela TV estatal, ela exigiu “prova imediata de vida” do casal e responsabilizou Washington por sua segurança.