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Maduro foi capturado antes de entrar em bunker de aço, diz Trump

Forças americanas atacaram Caracas na madrugada e prenderam o presidente do país

Donald Trump, presidente dos EUA, durante evento em dezembro (Andrew Caballero-Reynolds/AFP)

Donald Trump, presidente dos EUA, durante evento em dezembro (Andrew Caballero-Reynolds/AFP)

Rafael Balago
Rafael Balago

Repórter de internacional e economia

Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 11h55.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contou alguns detalhes da operação que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na madrugada deste sábado, 3.

"Ele estava em uma casa que era mais uma fortaleza do que uma casa. Sua casa tinha portas de aço e um espaço seguro, com aço sólido nas paredes. Ele tentou entrar lá, mas o ataque foi tão rápido que ele não conseguiu", disse Trump, em entrevista por telefone à TV Fox News.

"Preparamos lança-chamas massivos para passar pelo aço, mas não precisamos deles", disse o presidente.

Trump afirmou que não há registros de americanos mortos no ataque. "Não perdemos nenhum avião. Um helicóptero foi muito atingido, mas o trouxemos de volta", afirmou.

"Tivemos de fazer isso porque é uma guerra na qual estamos perdendo 300.000 pessoas por ano. Não perdemos tanto assim em uma guerra", disse Trump, em referência ao tráfico de drogas.

O líder americano dará uma entrevista coletiva às 13h (hora de Brasília) para falar sobre o ataque e os próximos passos.

Ataque à Venezuela

Na madrugada deste sábado, 3, os Estados Unidos fizeram um ataque à Venezuela e capturaram o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, que teriam sido levados para fora do país

Em postagem na rede Truth Social, Trump escreveu: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, com sua esposa, capturado e levado para fora do país”.

Durante a madrugada, helicópteros e explosões foram vistos na capital Caracas e em outras partes do país, em meio a relatos de bombardeios contra instalações estratégicas venezuelanas.

Ao todo, a TV estatal venezuelana afirma ataques a quatro regiões: Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira.

A vice-presidente Delcy Rodriguez segue no país. Não está claro quais serão os próximos passos e quem assumirá o comando da Venezuela após a saída de Maduro.

Os EUA acusam Maduro de chefiar um cartel de tráfico de drogas e de fraudar eleições para se manter no poder. Ele comandava a Venezuela desde 2013 e assumiu após a morte de Hugo Chávez, de quem era vice-presidente.

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