Mundo

Macron quer preservar 'amizade e aliança' franco-alemã

"O meu desejo é sempre preservar a unidade europeia e também a amizade e a aliança entre a Alemanha e a França", declarou Macron

"Temos muito trabalho pela frente", admitiu Emmanuel Macron, que deve se encontrar com o chanceler Olaf Scholz antes da cúpula (Chesnot/Getty Images)

"Temos muito trabalho pela frente", admitiu Emmanuel Macron, que deve se encontrar com o chanceler Olaf Scholz antes da cúpula (Chesnot/Getty Images)

A

AFP

Publicado em 20 de outubro de 2022 às 10h43.

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse nesta quinta-feira que está determinado a preservar a "amizade e aliança" franco-alemã em um momento em que as relações entre os dois países enfrentam uma fase difícil. 

"O meu desejo é sempre preservar a unidade europeia e também a amizade e a aliança entre a Alemanha e a França", declarou pouco depois da sua chegada a Bruxelas para uma cúpula dos 27 centrada no aumento dos preços da energia.

"Temos muito trabalho pela frente", admitiu Emmanuel Macron, que deve se encontrar com o chanceler Olaf Scholz antes da cúpula.

As diferenças entre Paris e Berlim levaram na quarta-feira ao adiamento para janeiro do Conselho franco-alemão de Ministros, agendado para 26 de outubro em Fontainebleau, França.

"Sempre considerei que meu dever é fazer tudo para que encontremos os caminhos do acordo entre a Alemanha e a França, que possibilitem então construir acordos europeus", insistiu.

As respostas a serem dadas à crise energética, à cooperação militar, aos projetos conjuntos de armamento revelaram dissonâncias entre os dois países.

Além dessas divergências, Berlim justificou o adiamento por "dificuldades logísticas" para alguns ministros.

"Como havia ministros que não estavam disponíveis do lado alemão, preferimos adiar para também preparar as decisões", disse Emmanuel Macron.

Veja também: 

Acompanhe tudo sobre:FrançaAlemanhaEmmanuel Macron

Mais de Mundo

Passagem de Rafah é reaberta para circulação de residentes entre Gaza e Egito

Rússia confirma nova rodada de negociações com Ucrânia e EUA em Abu Dhabi

A renda subiu, os assassinatos também: o que levou Costa Rica a eleger linha dura

Laura Fernández: quem é a nova presidente 'linha dura' da Costa Rica