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Macron: França não vai comprar soja da Amazônia que seja fruto de desmate

As críticas do país europeu à destruição ambiental, sobretudo no Brasil, são um entrave para a concretização do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta sexta-feira que seu país não importa mais soja que seja fruto do desmatamento, "sobretudo na Amazônia". A declaração foi dada durante discurso no evento World Conservation Congress, em Marselha. As críticas do país europeu à destruição ambiental, sobretudo no Brasil, são um entrave para a concretização do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.

Macron já havia tratado da questão anteriormente. Em janeiro deste ano, por exemplo, ele considerou que depender da soja brasileira seria "endossar o desmatamento", tendo sido alvo de contestações do governo do Brasil.

Nesta sexta, ele lembrou que há uma lei de 2020 para não se comprar soja de áreas de desmatamento, mas que a França estaria em um "período de transição".

O presidente francês disse que havia um acordo desde os anos 1960 entre países da Europa e das Américas para o fornecimento de grãos. Agora, ele afirmou que seu país tem um projeto de "soberania alimentar", a fim de produzir localmente o alimento para o gado, por exemplo.

Macron comentou que a presidência francesa da União Europeia, no primeiro semestre de 2022, deve ser uma ocasião para se trabalhar pela redução de pesticidas e na "luta contra o desmatamento importado".

O braço da ONG Greenpeace na França rapidamente comentou no Twitter a fala de Macron. Segundo a entidade, o presidente francês fala da importação de soja brasileira no passado, mas continuam a chegar ao país europeu "navios com dezenas de milhares de toneladas de soja" do Brasil.

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