Repórter
Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 15h52.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefonecom o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na manhã desta quarta-feira, 14 de janeiro. A ligação foi confirmada pelo Palácio do Planalto.
De acordo com a agência estatal russa, essa foi a primeira ligação internacional oficial de Putin em 2026. Um dos temas discutidos foi o agravamento da crise na Venezuela, após a intervenção militar dos Estados Unidos no país.
Durante o diálogo, que durou 45 minutos, ambos os líderes defenderam a preservação da soberania venezuelana e o respeito aos interesses do povo local, após a operação que resultou na prisão do líder Nicolás Maduro e de sua esposa.
"O presidente Lula e o presidente Putin também aproveitaram a ocasião para trocar impressões sobre a situação mundial. Manifestaram preocupação com a situação da Venezuela e reiteraram a importância de que a América do Sul e o Caribe sigam como zonas de paz", diz a nota.
Os dois presidentes também concordaram sobre a necessidade de coordenar iniciativas para conter a escalada da crise na região. Durante a conversa, mencionaram a possibilidade de atuação conjunta tanto na Organização das Nações Unidas (ONU) quanto no Brics, bloco que reúne países emergentes do Sul Global.
"[Lula e Putin] Defenderam o papel dos países do Brics para fortalecimento das instituições de governança global, em especial as Nações Unidas e seu Conselho de Segurança", acrescenta.
Outro tema tratado durante o telefonema foi o avanço da cooperação entre Brasil e Rússia em diferentes setores, no contexto da próxima reunião da 8ª Comissão Bilateral de Alto Nível Russo-Brasileira, prevista para 5 de fevereiro de 2026.
A oitava edição do evento será copresidida pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo primeiro-ministro russo Mikhail Mishustin. Segundo o Planalto, a pedido de Lula, Putin deve enviar delegação de "alto nível" para participar presencialmente do encontro em Brasília.
Além disso, a reunião também deve abordar setores relevantes para os dois países, como agricultura e comércio.
"Os presidentes concordaram que a reunião bilateral será oportunidade para dinamizar áreas prioritárias como comércio, agricultura, defesa, energia, ciência e tecnologia, educação e cultura".