Mundo

Lula e Sarkozy conversam sobre acordo com Irã

Na última segunda-feira, o governo do Irã aceitou enviar o urânio levemente enriquecido para a Turquia

Lula e seu colega Nicolas Sarkozy, presidente da França: nesta terça, eles convesam sobre o acordo nuclear fechado entre Brasil, Irã e Turquia. (.)

Lula e seu colega Nicolas Sarkozy, presidente da França: nesta terça, eles convesam sobre o acordo nuclear fechado entre Brasil, Irã e Turquia. (.)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h42.

Brasília e Madri - No dia seguinte ao fechamento do acordo sobre o enriquecimento do urânio iraniano, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy, da França, conversam hoje (18) sobre assunto em Madri, na Espanha. Eles participam da 6ª Cúpula União Europeia, América Latina e Caribe. Ontem (17), o governo do Irã aceitou enviar o urânio levemente enriquecido para a Turquia e receber o produto enriquecido a 20%.

Paralelamente, o governo do presidente norte-americano, Barack Obama, sinalizou que vai manter a pressão pela aprovação de sanções contra o Irã por desconfiar que ele não cumpra as regras internacionais de segurança. Os Estados Unidos, a França, Inglaterra, China e Rússia integram como  membros permanentes o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

É o conselho que vai definir se haverá sanções contra o Irã. A adoção de sanções depende do voto favorável de todos os integrantes do conselho. Para os norte-americanos, o programa nuclear do Irã esconde a produção de armas atômicas. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, nega as acusações.

Ontem, Lula e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmaram que o acordo pode por fim ao impasse em torno do programa nuclear iraniano. Para o Brasil e a Rússia, há espaço para o  diálogo entre o Irã e a comunidade internacional na tentativa de impedir a aprovação de sanções.

Pelo acordo firmado ontem (17) de manhã, Ahmadinejad se compromete a procurar o diálogo com os membros permanentes do Conselho de Segurança e informar em detalhes para a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) o documento - definido em Teerã com o apoio do Brasil e da Turquia. Para aprovar os termos do acordo, é necessário que as Nações Unidas, por meio do conselho, e a agência de energia concordem com as definições.

Ahmadinejad tem até a próxima semana para prestar informações à Aiea. Outros detalhes sobre a troca de urânio serão definidos em conversas entre o governo do Irã e os integrantes do chamado Grupo de Viena – os Estados Unidos, a Rússia, França e a própria Aiea.

Leia outras notícias sobre o Irã
 

Acompanhe tudo sobre:PersonalidadesPolíticosPolíticos brasileirosPT – Partido dos TrabalhadoresPolítica no BrasilInfraestruturaPaíses ricosAmérica LatinaÁsiaEuropaFrançaDados de BrasilEnergiaIrã - PaísLuiz Inácio Lula da SilvaEnergia nuclear

Mais de Mundo

Rússia retoma ataques em larga escala contra Ucrânia durante onda de frio

Musk chama presidente da Espanha de ‘tirano’ por plano de restringir redes

Trump elogia Petro e diz amar a Colômbia após reunião na Casa Branca

Trump sanciona lei que encerra a paralisação do governo dos EUA