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Lula participa de fórum no Panamá e visitará Canal nesta quarta

Presidente será segundo a falar em encontro que busca ser espécie de "Davos da América Latina"

O presidente Lula, durante evento em Rio Grande, RS, em 20 de janeiro (Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Lula, durante evento em Rio Grande, RS, em 20 de janeiro (Ricardo Stuckert/PR)

Rafael Balago
Rafael Balago

Repórter de internacional e economia

Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 06h01.

O presidente Lula realiza, nesta quarta-feira, 28, uma série de atividades no Panamá. A agenda inclui a participação no Fórum Econômico Internacional da América Latina, assinatura de acordos com o país e uma visita ao Canal do Panamá.

A abertura do fórum será realizada nesta quarta, e Lula será o segundo presidente a falar, depois do presidente do Panamá, José Raúl Mulino, por ser convidado de honra. O fórum será realizado a partir das 10h (hora de Brasília).

O fórum terá também a presença dos presidentes Gustavo Petro, da Colômbia, Rodrigo Paz, da Bolívia, Daniel Noboa, do Equador, e Bernardo Arévalo, da Guatemala, além de José Antonio Kast, presidente eleito do Chile, da primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, e do primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness.

Lula deve ter uma reunião bilateral com Paz e iria se encontrar com Kast ainda na terça-feira, 27.

Ao final da viagem, ele deverá visitar o Canal do Panamá. O Brasil é o 15º maior usuário do canal, que liga os oceanos Atlântico e Pacífico, que também tem despertado a atenção do presidente Donald Trump. O americano pressiona o Panamá a reduzir a presença chinesa na região.

O evento é organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF). São esperados representantes e 300 empresas exportadoras da América Latina e de 150 empresas compradoras de produtos da região, de países como EUA, Alemanha e Japão. A rodada de negócios ocorrerá até sexta-feira, 30. Também haverá debates com os vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2024 e 2025, James Robinson e Philippe Aghion.

Canal do Panamá: Trump quer ampliar poder dos Estados Unidos sobre uma das principais passagens marítimas (Arnulfo Franco/AFP/Getty Images)

Acordos entre Brasil e Panamá

No evento, chamado de "Davos latino-americana", as conversas entre os presidentes deverão tratar de diversos temas, incluindo desafios da geopolítica, a situação da Venezuela, comércio, energia, mineração, turismo e inteligência artificial.

Durante o Fórum, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também deve assinar o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos, que vai estabelecer as regras de proteção de investimentos entre os dois países.

“É uma forma de você incentivar a integração regional de uma maneira mais profunda e concreta, mirando ao longo prazo", disse Alexandre Ghisleni, diretor do Departamento de Política Econômica, Financeira e de Serviços do Itamaraty, em conversa com jornalistas antes da viagem.

"Faz parte de uma iniciativa brasileira de criar uma rede de acordos, sobretudo com países em desenvolvimento, de maneira a propiciar novas avenidas, novos caminhos para o desenvolvimento econômico, de ser uma espécie de versão econômica da cooperação Sul-Sul”, disse.

Em 2024, as trocas comerciais entre Brasil e Panamá subiram 78%, atingindo a marca de US$ 1,6 bilhão, segundo o governo brasileiro. A alta foi puxada pelas exportações brasileiras de petróleo e derivados, que subiram de US$ 300 milhões para US$ 1,6 bilhão.

Além disso, o Brasil vendeu quatro aeronaves Super Tucano, da Embraer, ao governo do Panamá, em um exemplo do avanço nas parcerias em defesa.

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