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Líder do Irã promete resposta militar sem limites a ataques dos EUA e Israel

Em primeira reunião pública desde o início da guerra, Mojtaba Khamenei determinou a atualização da lista de alvos militares e destacou o aumento da produção de armamentos; negociações diplomáticas entre Teerã e Washington seguem em andamento

Mojtaba Khamenei: novo líder supremo do Irã, em imagem de outubro de 2024
 (Khamenei.ir/AFP)

Mojtaba Khamenei: novo líder supremo do Irã, em imagem de outubro de 2024 (Khamenei.ir/AFP)

Clarissa Palácio
Clarissa Palácio

Colaboradora

Publicado em 1 de novembro de 2026 às 14h17.

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O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu resposta militar imediata e sem limites geográficos a novos ataques dos Estados Unidos e de Israel. Em sua primeira reunião pública com os principais comandantes militares desde o início da guerra, determinou a atualização da lista de alvos e destacou o aumento da produção de armamentos. Paralelamente, negociações diplomáticas mediadas pelo Catar tentam retomar o diálogo entre Teerã e Washington. O Irã condiciona um possível acordo à suspensão das sanções econômicas, à redução da presença militar americana no Oriente Médio e ao reconhecimento de uma rota de navegação no Estreito de Ormuz. O programa nuclear iraniano permanece entre os principais pontos de discussão.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que qualquer novo ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o país deverá receber uma resposta militar imediata e eficaz, sem limitações geográficas. Segundo comunicado divulgado por seu gabinete, a orientação tem como objetivo alcançar a “máxima dissuasão” e foi transmitida durante uma reunião com os três principais comandantes militares iranianos.

O encontro foi o primeiro divulgado publicamente desde o início da guerra. Khamenei não aparece em público desde que foi ferido em um ataque israelense no primeiro dia do conflito, circunstância que levantou questionamentos sobre seu estado de saúde.

Participaram da reunião o general Ali Abdollahi, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas; o major-general Amir Hatami, comandante do Exército; e o major-general Ahmad Vahidi, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica.

Durante o encontro, os militares apresentaram um relatório sobre a prontidão das forças iranianas em áreas estratégicas, incluindo a costa do Golfo, o Estreito de Ormuz, o Golfo de Omã e as fronteiras noroeste e sudeste do país. Também informaram sobre o aumento significativo da produção de munições e de equipamentos e armamentos destinados a operações de reconhecimento, apoio e combate.

Khamenei determinou ainda a atualização do banco de alvos militares iraniano, com a inclusão de todos os tipos de ativos americanos e israelenses que possam ser atingidos pelas Forças Armadas do país. O líder também elogiou a atuação dos aliados regionais de Teerã e destacou a integração das diferentes frentes como um elemento estratégico para o Irã.

Negociações diplomáticas

A reunião ocorreu um dia após mediadores do Catar passarem mais de 12 horas em negociações em Teerã, em uma tentativa de retomar o diálogo direto entre Estados Unidos e Irã e evitar uma nova escalada militar. As conversas tiveram continuidade em Doha, no sábado (31).

Em entrevista à Al Jazeera, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que autoridades de alto escalão discutiram uma proposta apresentada pelo vice-presidente americano, J. D. Vance. O chanceler classificou a iniciativa dos Estados Unidos como um passo positivo, embora tenha ressaltado que Teerã mantém condições para avançar em direção a um possível acordo.

Entre as exigências iranianas estão a suspensão das sanções econômicas, a redução da presença militar americana no Oriente Médio e o reconhecimento de uma rota de navegação no Estreito de Ormuz, acordada com Omã.

Araghchi também declarou que a reabertura do Estreito de Ormuz nos termos propostos pelo Irã poderia facilitar o início de negociações diretas com Washington. A passagem marítima é estratégica para o comércio internacional de petróleo e tem ocupado posição central nas tensões entre os dois países.

O programa nuclear iraniano, por sua vez, permanece entre os principais pontos de divergência nas discussões. Enquanto Teerã analisa as propostas apresentadas pelos mediadores, as exigências políticas, econômicas e militares de ambos os lados continuam sendo obstáculos para a retomada das negociações.

Perguntas frequentes

O que Mojtaba Khamenei afirmou sobre novos ataques dos EUA e de Israel?

O líder supremo do Irã prometeu uma resposta militar imediata e eficaz, sem limitações geográficas, caso o país seja novamente atacado pelos Estados Unidos ou por Israel.

Por que a reunião de Mojtaba Khamenei com comandantes militares foi considerada histórica?

Foi o primeiro encontro divulgado publicamente desde o início da guerra. Khamenei não aparece em público desde que foi ferido em um ataque israelense no primeiro dia do conflito.

Quais comandantes militares participaram da reunião?

Participaram o general Ali Abdollahi, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas; o major-general Amir Hatami, comandante do Exército; e o major-general Ahmad Vahidi, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica.

Quais medidas militares foram determinadas por Mojtaba Khamenei?

O líder ordenou a atualização do banco de alvos militares iraniano, incluindo ativos dos Estados Unidos e de Israel que possam ser atingidos pelas forças do país. Também recebeu informações sobre a prontidão militar e o aumento da produção de armamentos e munições.

Quais são as exigências do Irã para um possível acordo com os Estados Unidos?

Teerã exige a suspensão das sanções econômicas, a redução da presença militar americana no Oriente Médio e o reconhecimento de uma rota de navegação no Estreito de Ormuz acordada com Omã.

Qual é o papel do Estreito de Ormuz nas negociações entre Irã e Estados Unidos?

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz nos termos propostos por Teerã poderia facilitar o início de negociações diretas com Washington. A passagem é estratégica para o comércio internacional de petróleo.

O programa nuclear iraniano está incluído nas negociações?

Sim. O programa nuclear permanece como uma das principais questões em discussão entre os dois países, enquanto o governo iraniano analisa as propostas apresentadas pelos mediadores.

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