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Lei de MG permite destruir 70% da mata seca

São Paulo - A Assembleia Legislativa de Minas aprovou, em reunião extraordinária realizada na noite de quarta-feira, um polêmico projeto de lei que retira a chamada mata seca - na região norte do Estado - da área de preservação ambiental da Mata Atlântica. O projeto de lei 4.057/2009 - aprovado por 45 votos a favor […]

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h45.

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São Paulo - A Assembleia Legislativa de Minas aprovou, em reunião extraordinária realizada na noite de quarta-feira, um polêmico projeto de lei que retira a chamada mata seca - na região norte do Estado - da área de preservação ambiental da Mata Atlântica. O projeto de lei 4.057/2009 - aprovado por 45 votos a favor e apenas 1 contra - permite o desmatamento de até 70% da área coberta pela vegetação, como prevê a legislação estadual, que é mais permissiva. Para virar lei, o projeto precisa ser sancionado pelo governador Antonio Anastasia (PSDB).

Os defensores da nova lei afirmam que o fim do rigor na proteção ambiental é necessário para o desenvolvimento da região e levará à criação de 250 mil postos de trabalho. Ambientalistas e estudiosos afirmam que serão beneficiados, na verdade, grandes fazendeiros. A região tem como principais atividades o cultivo de frutas irrigadas, a pecuária e a produção de carvão vegetal. Com uma área remanescente de 16,1 mil quilômetros quadrados (48% do total), de acordo com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) a mata seca foi incluída na área de preservação da vegetação nativa da Mata Atlântica por decreto federal de 2008. Esse decreto proíbe o desmatamento de florestas nativas do bioma a não ser por motivo de utilidade pública e interesse social. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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