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Khamenei: "Israel será apagado e devolvido aos palestinos"

Comentário é do líder supremo da revolução iraniana, o aiatolá Ali Khamenei, em reunião com ex-combatentes da guerra entre Irã e Iraque


	Situação: o Irã não reconhece a existência do Estado de Israel
 (David Silverman/Getty Images)

Situação: o Irã não reconhece a existência do Estado de Israel (David Silverman/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 16 de agosto de 2012 às 07h33.

Teerã - O Estado de Israel "será apagado da geografia mundial" e seu território será "devolvido à nação palestina", afirmou o líder supremo da revolução iraniana, o aiatolá Ali Khamenei, em reunião com ex-combatentes da guerra entre Irã e Iraque, informou nesta quinta-feira a agência oficial "Irna".

Nesse encontro, que aconteceu ontem, dois dias antes do Dia de Jerusalém, Khamenei disse que "os sionistas (israelenses) e seus partidários querem apagar da consciência mundial o conflito palestino, mas o mundo islâmico há de resistir a esse plano".

Para ele, a revolução iraniana, que levou à criação da República Islâmica, representa um 'obstáculo histórico nos esforços das potências hegemônicas (os Estados Unidos e seus aliados ocidentais) para fazer esquecer a questão da ocupação da Palestina'.

O líder iraniano acusou as potências hegemônicas de conspirar para a criação do Estado de Israel sobre o território da Palestina e assegurou que, sem essas interferências ocidentais, no Oriente Médio 'as guerras e os conflitos nunca teriam ocorrido'.

O Irã não reconhece a existência do Estado de Israel, ao que denomina entidade sionista, e Khamenei reiterou em diversas ocasiões que apoiará qualquer medida para fazê-lo desaparecer.

Em fevereiro deste ano, Khamenei disse que Israel 'é um tumor cancerígeno que deve ser extraído, o que acontecerá com a ajuda de Deus'.

O criador da República Islâmica do Irã, o aiatolá Ruhola Jomeini, instituiu em 1979 o Dia Internacional de Jerusalém, na última sexta-feira do mês sagrado do Ramadã, a fim de mostrar a solidariedade com o povo palestino e sua oposição ao controle de Jerusalém por parte de Israel.

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