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Junta militar ordena reabrir fronteiras de Guiné-Bissau

As administrações e serviços públicos estão fechados desde o início desta semana em Guiné-Bissau

Na quarta-feira, a junta militar e os principais partidos de oposição de Guiné Bissau chegaram a um acordo para realizar eleições após um período de transição de dois anos (©AFP / Seyllou)

Na quarta-feira, a junta militar e os principais partidos de oposição de Guiné Bissau chegaram a um acordo para realizar eleições após um período de transição de dois anos (©AFP / Seyllou)

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Da Redação

Publicado em 19 de abril de 2012 às 17h51.

Bissau - A junta militar que dirige Guiné-Bissau ordenou nesta quinta-feira a reabertura das fronteiras do país, do aeroporto e do porto da capital, fechados desde 15 de abril, três dias depois do golpe de Estado que derrubou o governo de Carlos Gomes Junior.

"Para garantir a circulação das pessoas e dos bens, o Estado Maior das Forças Armadas ordena que sejam abertas as fronteiras terrestres, marítimas e aéreas, assim como o aeroporto e o porto do país", afirmou a junta em comunicado.

As administrações e serviços públicos estão fechados desde o início desta semana em Guiné-Bissau, como consequência de uma greve convocada pelo principal sindicato do país, a União Nacional de Trabalhadores de Guiné-Bissau (UNTG), para expressar sua oposição ao golpe de Estado em 12 de abril.

Na quarta-feira, a junta militar e os principais partidos de oposição de Guiné Bissau chegaram a um acordo para realizar eleições após um período de transição de dois anos.

Este acordo confirma a dissolução das instituições, após o golpe de Estado, e a criação de um "Conselho Nacional de Transição", que designará um presidente e um governo de transição.

O golpe de Estado ocorreu duas semanas antes do segundo turno das eleições presidenciais, em 29 de abril, entre Carlos Gomes Junior e Kumba Yala, que se negou a participar alegando fraudes no primeiro turno.

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