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Julgamento de Luigi Mangione começa em 8 de junho em Nova York

Acusado de matar o CEO da UnitedHealthCare em 2024, Mangione pode pegar prisão perpétua; juiz definiu ordem dos processos em Manhattan

Luigi Mangione: ele pode ser condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional (CHARLY TRIBALLEAU/AFP)

Luigi Mangione: ele pode ser condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional (CHARLY TRIBALLEAU/AFP)

Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 16h34.

O julgamento de Luigi Mangione, jovem acusado de matar a tiros um executivo do setor de seguros de saúde em Nova York, começará em 8 de junho. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 6, por veículos americanos como ABC e NBC.

A decisão foi tomada pelo juiz Gregory Carro, que determinou que o julgamento por homicídio no tribunal de Manhattan ocorra antes de outro processo federal ligado ao caso.

Segundo o magistrado, o julgamento por homicídio deve ser concluído antes de 8 de setembro, quando está previsto o início de um segundo julgamento federal por atos de assédio relacionados ao assassinato do executivo.

Nos dois processos, Mangione, de 27 anos, pode ser condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Pena de morte descartada

As acusações chegaram a prever a possibilidade de pena de morte, solicitada pelo governo do presidente Donald Trump. Essa hipótese, no entanto, foi rejeitada no fim de janeiro pela juíza Margaret Garnett, afastando a aplicação da pena capital no caso.

Mangione é acusado de ter atirado à queima-roupa contra Brian Thompson, então CEO da UnitedHealthCare, em uma rua de Manhattan, em 4 de dezembro de 2024. Thompson tinha 50 anos.

Após o crime, o suspeito fugiu do local, mas foi preso cinco dias depois em um restaurante McDonald's na Pensilvânia, a cerca de 370 quilômetros de Nova York.

Desde então, o caso ganhou repercussão nacional e passou a simbolizar a insatisfação de parte da população americana com empresas de seguros de saúde.

Mangione, cuja família vive em Baltimore, no estado de Maryland, declarou-se inocente de todas as acusações. O réu também passou a reunir uma base de apoiadores, majoritariamente mulheres, que costumam comparecer às audiências do caso.

*Com informações da AFP

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