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Jerusalém aprova ampliação de assentamento judaico na cidade

A Junta de Urbanismo e Planejamento da Prefeitura de Jerusalém deu sinal verde para a ampliação dos limites da colônia judia

Jerusalém: "A extensão já foi aceita por um comitê de distrito há dois anos e a decisão tomada ontem é um passo técnico" (Thinkstock)
DR

Da Redação

Publicado em 17 de dezembro de 2015 às 08h59.

Jerusalém - A Prefeitura de Jerusalém decidiu levar adiante um plano que permitirá construir 891 casas no assentamento de Gilo, no território palestino ocupado de Jerusalém Oriental, confirmou nesta quinta-feira à Agência Efe uma porta-voz da Prefeitura.

A Junta de Urbanismo e Planejamento da Prefeitura de Jerusalém deu sinal verde para a ampliação dos limites da colônia judia, uma decisão que, segundo a porta-voz da Prefeitura, Brachie Sprung, não representa a aprovação de um plano novo, mas antecipa um adotado no passado.

"A extensão já foi aceita por um comitê de distrito há dois anos e a decisão tomada ontem é um passo técnico para fixar os limites das parcelas", explicou.

Sprung afirmou que o começo do projeto foi adiado há três semanas após a descoberta de gás acumulado no terreno, "um problema que já foi resolvido e que permitiu retomar as conversas sobre o tema".

No entanto, o jornal "Haaretz" aponta que nesse momento, as autoridades preferiram não avançar no desenvolvimento do plano até depois da recente visita aos EUA do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para não provocar atritos com seu principal parceiro, que publicamente reprova o avanço da colonização nos territórios ocupados.

A organização Ir Amim, que trabalha pela igualdade entre palestinos e israelenses em Jerusalém, condenou a decisão, assinalou o jornal.

"Os contínuos passos unilaterais, como este, apenas aprofundarão a crise na quAL Israel está caindo, em vez de (fechar) um acordo (de paz) diplomático, e destruirá qualquer oportunidade de conseguir uma solução real e justa para Jerusalém", criticou a ONG.

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"A extensão já foi aceita por um comitê de distrito há dois anos e a decisão tomada ontem é um passo técnico para fixar os limites das parcelas", explicou.

Sprung afirmou que o começo do projeto foi adiado há três semanas após a descoberta de gás acumulado no terreno, "um problema que já foi resolvido e que permitiu retomar as conversas sobre o tema".

No entanto, o jornal "Haaretz" aponta que nesse momento, as autoridades preferiram não avançar no desenvolvimento do plano até depois da recente visita aos EUA do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para não provocar atritos com seu principal parceiro, que publicamente reprova o avanço da colonização nos territórios ocupados.

A organização Ir Amim, que trabalha pela igualdade entre palestinos e israelenses em Jerusalém, condenou a decisão, assinalou o jornal.

"Os contínuos passos unilaterais, como este, apenas aprofundarão a crise na quAL Israel está caindo, em vez de (fechar) um acordo (de paz) diplomático, e destruirá qualquer oportunidade de conseguir uma solução real e justa para Jerusalém", criticou a ONG.

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