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Japão descarta fusão de núcleo em Fukushima se resfriamento continuar

Mesmo assim, a Tepco detectou água com elevada concentração de radiação ontem

Yukio Edano, do governo japonês, admitiu que ainda se desconhece até que ponto está danificado o combustível que se encontra no interior do reator 2 (Wikimedia Commons)

Yukio Edano, do governo japonês, admitiu que ainda se desconhece até que ponto está danificado o combustível que se encontra no interior do reator 2 (Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 4 de maio de 2011 às 08h43.

Tóquio - O Governo do Japão descartou nesta terça-feira uma fusão total do núcleo dos reatores de Fukushima se os trabalhos de resfriamento na usina nuclear continuarem ao ritmo atual.

Em entrevista coletiva, o porta-voz do Governo japonês, Yukio Edano, admitiu que ainda se desconhece até que ponto está danificado o combustível que se encontra no interior do reator 2, que pode ter sofrido uma fusão parcial do núcleo.

"Podemos dizer que pelo menos conseguimos resfriá-lo até certo grau. Se pudermos seguir com o resfriamento, (uma fusão total do núcleo) é improvável", assegurou Edano, citado pela agência local "Kyodo".

Nesta segunda-feira, a Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da central, informou ter detectado água com uma elevada concentração de substâncias radioativas na unidade 2 de Fukushima, aparentemente procedente da piscina de armazenamento de combustível utilizado.

Neste sentido, a empresa admitiu pela primeira vez existir a possibilidade de as barras de combustível usado armazenadas nessa piscina também terem sofrido danos.

A Tepco começou nesta terça-feira os trabalhos para drenar a água altamente radioativa que inunda o edifício de turbinas da unidade 2 e o túnel que o conecta ao reator.

Segundo a emissora pública de televisão "NHK", a operadora de Fukushima deve transferir 10 mil toneladas do líquido contaminado a uma unidade de tratamento de água nos próximos 26 dias.

A presença de água com elevada radioatividade nos edifícios dos reatores de Fukushima dificulta os trabalhos dos técnicos para restaurar seu sistema de resfriamento, seriamente danificado pelo terremoto e o posterior tsunami de 11 de março.

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