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Israel pede a legisladores americanos que promovam leis contra boicote

Declaração foi feita nesta segunda-feira, 15, pelo ministro das Relações Exteriores israelense

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 15 de setembro de 2025 às 17h10.

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O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa'ar, apelou nesta segunda-feira a uma delegação de legisladores americanos, durante um evento em Jerusalém, para que promovam em seus estados leis contra o BDS (movimento Boicote, Desinvestimentos e Sanções contra a ocupação israelense em territórios palestinos).

"Precisamos da vossa ajuda na batalha da legitimidade: é preciso boicotar os boicotadores. Aqueles que deslegitimam devem ser deslegitimados", disse o chefe da diplomacia israelense.

O evento, realizado no Ministério das Relações Exteriores, celebrava a visita da maior delegação americana até o momento, com 250 legisladores dos 50 estados.

"Em vez de boicotar Israel, é preciso promover a aproximação com Israel. Em vez de desinvestir, é preciso promover o investimento. Em vez de sancionar o único estado judeu, é preciso falar com clareza contra este velho ódio contra os judeus", defendeu.

O político agradeceu ainda aos legisladores que já contam com medidas contra o BDS (a maioria, por serem 38 dos 50 estados).

As declarações de Sa'ar seguiram as do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. Ambos afirmaram que existe atualmente uma campanha de propaganda para deslegitimar Israel, que o chanceler atribuiu diretamente ao antissemitismo.

Os apelos ao boicote econômico contra Israel, com medidas como o embargo de armas, intensificaram-se especialmente após o ataque do Hamas contra território israelense em 7 de outubro de 2023, por causa da ofensiva que este país mantém em retaliação contra a Faixa de Gaza.

Relatores de direitos humanos da ONU, organizações internacionais e um número crescente de países qualificam como genocídio a ofensiva militar israelense contra a Faixa de Gaza desde os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023, na qual morreram cerca de 65 mil pessoas, entre elas mais de 19 mil crianças.

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