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Israel confirma ter matado três integrantes do exército do Líbano por 'erro'

O Exército libanês não participa da atual guerra entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, embora tenha sido alvo de diversos ataques desde o início do conflito, há três meses

Líbano: dois soldados e um oficial morrem em ataque do Exército de Israel (Abbas Fakih/AFP)

Líbano: dois soldados e um oficial morrem em ataque do Exército de Israel (Abbas Fakih/AFP)

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 6 de junho de 2026 às 09h19.

O Exército de Israel confirmou neste sábado, 6, um ataque fatal de sua Força Aérea contra um veículo no sul do Líbano no qual viajavam "dois oficiais e um soldado" do Exército libanês que, segundo alega, era direcionado "contra o Hezbollah".

De acordo com um comunicado militar, o veículo foi detectado movimentando-se de "forma suspeita" nas proximidades da localidade de Tebnit, dentro do que os militares descrevem como uma "zona de combate ativa" previamente evacuada e onde, segundo sua versão, existiam indícios de atividade do grupo xiita Hezbollah.

O Exército israelense afirmou que o ataque ocorreu após a identificação do veículo e diante da "ameaça concreta" de tiros contra suas tropas desdobradas na região, acrescentando que a operação era dirigida "contra o Hezbollah e não contra o Exército libanês".

"As Forças de Defesa de Israel estão investigando o incidente e as lições pertinentes serão extraídas", conclui o comunicado.

Os ataques israelenses não cessaram ao longo da noite e da manhã deste sábado no sul libanês, onde houve bombardeios em quase todos os seus distritos, como Nabatieh, Sidon, Tiro, Jezzine, Marjayoun e Bint Jbeil.

O bombardeio mais grave da manhã deixou pelo menos seis mortos e quatro feridos e teve como alvo a cidade de Al Saksakiyah, localizada em Sidon, segundo informou a agência de notícias libanesa ANN.

Ontem à noite, o Centro de Operações de Emergência, vinculado ao Ministério da Saúde libanês, afirmou que um ataque aéreo israelense contra a localidade de Zibdin, no distrito de Nabatieh, deixou cinco mortos, entre eles uma mulher e um paramédico.

O Exército libanês não participa da atual guerra entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, embora tenha sido alvo de diversos ataques desde o início do conflito, há três meses.

De fato, as forças armadas do país são consideradas a espinha dorsal de qualquer futura solução negociada para o atual status quo, pois ficariam encarregadas de implementar um potencial desarmamento do Hezbollah e de substituir sua presença armada nas zonas que o grupo controla de fato.

Líbano e Israel fecharam na quarta-feira, 3, um acordo de cessar-fogo condicionado ao fim dos ataques e da presença do grupo xiita, um aliado do Irã que já rejeitou a proposta e voltou a pedir às autoridades locais que abandonem as negociações.
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