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Irlanda e Hungria vão votar contra o acordo comercial UE-Mercosul

Países se juntam a França e Polônia contra o acordo com o bloco comercial da América do Sul

Acordo Mercosul-UE: documento deve ser assinado na próxima segunda-feira (iStock/Getty Images)

Acordo Mercosul-UE: documento deve ser assinado na próxima segunda-feira (iStock/Getty Images)

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 08h23.

Última atualização em 8 de janeiro de 2026 às 08h25.

Os governos da Hungria e da Irlanda confirmaram nesta quinta-feira, 8, que vão votar contra o acordo comercial da União Europeia com o Mercosul, unindo-se a outros países como França e Polônia.

O vice-primeiro-ministro da Irlanda anunciou que o país vai votar contra o acordo, que deve ser assinado na próxima segunda-feira. "A posição do governo sobre o Mercosul sempre foi clara: não apoiamos o acordo da forma como foi apresentado", disse Harris em um comunicado.

Já o ministro das Relações Exteriores húngaro, Péter Szijjártó, em mensagem na rede social X, disse que o governo da Hungria se opõe ao acordo e acusou Bruxelas de "ignorar mais uma vez" os interesses dos produtores húngaros.

"A Comissão Europeia está pressionando para adotar e aplicar um acordo que abriria a Europa às importações ilimitadas de produtos agrícolas sul-americanos, às custas do sustento dos agricultores húngaros", escreveu.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, já havia antecipado no último dia 18 de dezembro que aprovar esse acordo seria "um tiro no pé" para os agricultores europeus. Orbán disse que os agricultores "têm 100% de razão" e lembrou que eles também enfrentam o problema representado pelo Pacto Verde Europeu.

O comissário de Agricultura e Alimentação europeu, Christophe Hansen, reconheceu ontem que os 27 países da UE ainda mantêm questões em aberto sobre as salvaguardas para os agricultores europeus no acordo com o Mercosul.

*Com informações de AFP e EFE

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