Mundo

Irã pede que ONU vigie fronteiras sírias

A finalidade é evitar o contrabando de armas com destino aos opositores sírios

Ahmadinejad, presidente do Irã: o país considera que o conflito sírio é político e não militar e que os sírios devem buscar uma solução interna (Spencer Platt/Getty Images)

Ahmadinejad, presidente do Irã: o país considera que o conflito sírio é político e não militar e que os sírios devem buscar uma solução interna (Spencer Platt/Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 11 de julho de 2012 às 15h04.

Teerã - O Irã pediu às Nações Unidas que assumam o controle das fronteiras da Síria para impedir o contrabando de armas com destino aos grupos rebeldes que pretendem derrubar o regime do presidente Bashar al Assad, o principal aliado árabe de Teerã.

Segundo disse à agência oficial iraniana "Irna", o vice-ministro das Relações Exteriores para Assuntos Árabes e Africanos, Hussein Amir Abdolahian, o plano de paz do mediador para a Síria da ONU e a Liga Árabe, Kofi Annan, "não teve êxito pois armou os insurgentes, o que favoreceu o caos".

Abdolahian acusou "alguns países", em referência aos EUA e a vários estados árabes, de "criar obstáculos ao plano de paz de Annan" para a Síria e favorecer "grupos terroristas", que na sua opinião dificultam as "reformas democráticas".

"Se as fronteiras sírias forem vigiadas, os insurgentes não poderão prosseguir suas sabotagens", disse Abdolahian, que afirmou que esta medida possibilitaria uma volta à normalidade. O Irã considera que o conflito sírio é político e não militar e que os sírios devem buscar uma solução interna.

A oposição armada síria e os EUA, no entanto, denunciam que o Irã envia armas e soldados para apoiar o regime de Assad. Ontem, Annan visitou Teerã, onde o ministro das Relações Exteriores iraniano, Ali Akbar Salehi, ofereceu a ajuda de seu país para buscar uma solução negociada ao conflito da Síria. 

Acompanhe tudo sobre:ÁsiaSíriaONUIrã - País

Mais de Mundo

EUA atacam Irã e Trump diz que acordo ainda é possível

Por que o Estreito de Ormuz deverá perder importância nos próximos anos

Argentina x Inglaterra lutaram a Guerra das Malvinas em 1982; relembre como foi

Trump diz que os EUA vão atacar o Irã com força nesta semana: 'não há nada que possam fazer'