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Irã diz que liberou Estreito de Ormuz, sob controle do Exército

Teerã limita travessia a até 15 embarcações por dia

Publicado em 9 de abril de 2026 às 11h16.

Última atualização em 9 de abril de 2026 às 11h18.

O Estreito de Ormuz segue aberto, mas com tráfego restrito e sob controle direto do Irã, segundo o vice-chanceler Saeed Khatibzadeh.

Em entrevista à ITV News, ele afirmou que embarcações só podem atravessar a rota com autorização prévia das autoridades militares iranianas.

De acordo com o governo, qualquer navio que se comunique com Teerã pode receber aval, desde que não apresente comportamento considerado hostil.

Apesar da liberação formal, a navegação permanece lenta. O Irã estabeleceu um limite de até 15 embarcações por dia — bem abaixo das cerca de 130 que cruzavam o estreito diariamente antes do conflito.

Khatibzadeh afirmou que as restrições refletem as condições de guerra e medidas adotadas durante os combates, incluindo riscos como minas e limitações operacionais.

Impacto no petróleo e no mercado

O estreito, que liga o Golfo ao Oceano Índico, é responsável por cerca de um quinto do transporte global de petróleo. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o fluxo foi fortemente reduzido, pressionando os preços internacionais.

Mesmo com o cessar-fogo de 14 dias acordado com os Estados Unidos, a navegação segue longe da normalidade. Contratos de petróleo voltaram a subir após a retomada parcial das operações.

Autoridades iranianas indicaram que o modelo de controle pode enfrentar dificuldades práticas, diante do volume de navios que dependem da rota.

A União Europeia criticou a possibilidade de restrições ou cobrança para a travessia, defendendo a liberdade de navegação. A França também classificou como “inaceitável” a hipótese de pedágio.

*Com O Globo

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