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Irã diz que pode encontrar compradores para seu petróleo

'As sanções não prejudicarão os iranianos, mas afetarão a população europeia, que está em situação econômica difícil e enfrenta um duro inverno', disse ministro iraniano

O Irã exporta para UE cerca de 20% dos aproximadamente 4,2 milhões barris que vende por dia (Alexander Joe/AFP)

O Irã exporta para UE cerca de 20% dos aproximadamente 4,2 milhões barris que vende por dia (Alexander Joe/AFP)

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Da Redação

Publicado em 15 de fevereiro de 2012 às 18h23.

Teerã - Teerã advertiu nesta quarta-feira a vários embaixadores de países da União Europeia (UE) que pode encontrar imediatamente novos compradores para seu petróleo se as sanções econômicas contra o Irã forem aplicadas, segundo informou a agência oficial 'Irna'.

O diretor-geral para a Europa Ocidental do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Hassan Tayik, reuniu-se nesta quarta-feira separadamente com os embaixadores da Espanha, Itália, França, Grécia, Holanda e Portugal e afirmou a eles que o país poderia vender petróleo para outros lugares.

'Os europeus devem saber que se o Irã mudar o destino do petróleo antes enviado a eles, a responsabilidade será de seus próprios governos', disse Tayik em referência às novas sanções financeiras e comerciais impostas pela UE a Teerã, feitas para pressionar o país árabe a interromper seu programa nuclear.

O ministro acrescentou que o embargo estipulado em 23 de janeiro é 'ilógico e ilegal do nosso ponto de vista', embora não considere que ele afetará os iranianos.

'As sanções não prejudicarão os iranianos, mas por outro lado afetarão a população europeia, que está em situação econômica difícil e enfrenta um duro inverno', argumentou.

O Irã exporta para UE cerca de 20% dos aproximadamente 4,2 milhões barris que vende por dia. O governo do país, no entanto, disse que ainda não interromperá suas vendas para a Europa.


'Baseado numa política humanitária e por causa das condições nos países europeus', o Irã decidiu não cortar suas exportações, explicou Tayik, mas sim mandar uma séria mensagem à UE.

'Deixamos claro aos europeus que as sanções não são corretas e que as consequências devem ser atribuídas aos seus governos', reiterou.

Tayik assegurou que os embaixadores da UE 'admitiram que as sanções podem causar problemas as ambas as partes' e disseram que transmitiriam a mensagem aos seus governos. 

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