Mundo

Incêndio florestal mobiliza mais de 1.000 bombeiros em Portugal

Chamas no norte do país deixaram ao menos nove feridos e levaram o governo português a solicitar apoio internacional em meio à onda de calor extremo

Portugal: país é atingido por incêndios florestais (Henrique Casinhas/AFP)

Portugal: país é atingido por incêndios florestais (Henrique Casinhas/AFP)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 4 de julho de 2026 às 16h38.

Última atualização em 4 de julho de 2026 às 16h40.

Mais de 1.000 bombeiros seguem mobilizados neste sábado, 4, para conter um incêndio florestal que atinge o norte de Portugal desde quinta-feira, 2. Segundo as autoridades, o fogo já consumiu cerca de 10 mil hectares de vegetação e deixou pelo menos nove pessoas feridas, duas delas em estado grave.

A operação de combate às chamas conta com aproximadamente 380 veículos e oito aeronaves, entre aviões e helicópteros, informou a Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Portugal pede ajuda internacional

Diante da dimensão do incêndio, o governo português acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para solicitar reforços internacionais e aeronaves adicionais especializadas no combate ao fogo.

Uma unidade militar da Espanha já participa da operação após atender ao pedido feito por Portugal.

O incêndio começou no município de Vouzela, no distrito de Viseu, e, segundo o balanço mais recente da Proteção Civil, divulgado na sexta-feira, já devastou uma extensa área de floresta.

Onda de calor agrava situação

Portugal enfrenta os primeiros grandes incêndios florestais do verão em meio a uma intensa onda de calor.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou 13 dos 18 distritos do país em alerta vermelho neste sábado devido ao tempo "muito quente e seco". As temperaturas podem chegar a 44°C.

O nível máximo de alerta deverá permanecer em vigor no domingo em sete regiões das áreas central e sul do país.

Histórico de incêndios

Os incêndios florestais são recorrentes durante o verão português, mas o país ainda carrega as marcas da tragédia de 2017, quando mais de 100 pessoas morreram em decorrência das chamas.

Especialistas apontam que a Península Ibérica está entre as regiões mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, que favorecem ondas de calor mais intensas e períodos prolongados de seca.

Em 2025, Portugal registrou o verão mais quente desde o início da série histórica, em 1931.

*Com informações da AFP

Acompanhe tudo sobre:IncêndiosBombeirosPortugal

Mais de Mundo

Novo tarifaço atinge US$ 7,2 bilhões de exportações aos EUA, diz ApexBrasil

EUA enviam aeronaves de reabastecimento a Israel antes de possível ataque ao Irã

Terremoto de magnitude 7,3 atinge sul do México

O que Trump disse agora sobre as eleições de 2020? Entenda em 5 pontos