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Hillary estimula regime birmanês a ganhar confiança internacional

Secretária de Estado dos EUA pressiona o governo asiático para avançar democraticamente

Hillary Clinton afirmou que o regime deve estabelecer o diálogo com a oposição e libertar os presos políticos (Getty Images)

Hillary Clinton afirmou que o regime deve estabelecer o diálogo com a oposição e libertar os presos políticos (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 22 de julho de 2011 às 06h45.

Nusa Dua - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pressionou nesta sexta-feira o Governo birmanês a avançar na democracia para ganhar a confiança da comunidade internacional e solicitou a ajuda da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) nesse sentido.

Hillary indicou que o regime deve estabelecer o diálogo com a oposição e libertar os presos políticos ou perderá a confiança internacional.

A chefe da diplomacia americana fez estas declarações no marco das reuniões multilaterais da Asean realizadas na ilha indonésia de Bali, e na véspera do foro de segurança desta organização.

"O Governo deve libertar os mais de dois mil presos políticos que continuam presos e promover um diálogo comprometido com a oposição, incluindo Aung San Suu Kyi", manifestou Hillary.

A Nobel da Paz Suu Kyi lidera o movimento democrático birmanês e viveu sob prisão domiciliar 15 dos últimos 21 anos.

"Precisamos da ajuda da Asean para persuadir Mianmar a se comprometer a avançar nestas preocupações da comunidade internacional", assinalou a chefe da diplomacia americana.

A Junta Militar que governava Mianmar se dissolveu em 30 de março para dar passagem à transição rumo a um Governo civil, embora a composição do Executivo inclua 23 titulares com passado militar e outros três ainda em atividade.

Antes de viajar a Bali, Hillary visitou a Índia e pediu ao país mais firmeza para denunciar as violações de direitos humanos que acontecem em Mianmar.

Índia e China são as duas nações asiáticas que mais influência exercem em Mianmar.

A democratização de Mianmar, a desnuclearização da Coreia do Norte e as disputas territoriais no Mar da China Meridional devem dominar o foro de segurança que será realizado amanhã com a participação de China, Rússia, União Europeia e Estados Unidos, entre outros.

A Asean é formada por Mianmar, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

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