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Hackers divulgam informações sobre possível fraude climática

Situação é equivalente à ocorrida em 2009, às vésperas da Conferência Climática da ONU em Copenhague, que agora se repete a menos de uma semana da COP 17

Para pesquisadores, textos foram apresentados fora de contexto, com o objetivo de prejudicar os cientistas que acreditam na influência humana sobre o aquecimento global (Stock.Xchange)

Para pesquisadores, textos foram apresentados fora de contexto, com o objetivo de prejudicar os cientistas que acreditam na influência humana sobre o aquecimento global (Stock.Xchange)

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Da Redação

24 de novembro de 2011, 15h27

São Paulo - O Climategate parece ter se repetido. Novamente hackers invadiram dados da unidade de pesquisas climáticas de Universidade de East Anglia (CRU) e divulgaram informações contra cientistas que acreditam no aquecimento global.

A situação é equivalente à ocorrida em 2009, às vésperas da Conferência Climática da ONU em Copenhague, que agora se repete a menos de uma semana da COP 17, com início na próxima segunda-feira (28), em Durban, África do Sul.

Os e-mails divulgados na última quarta-feira (23) podem ser da mesma leva roubada em 2009, já que os cientistas acusados de burlar os dados são os mesmos: Phil Jones, da CRU, e Michael Mann, da Penn State University. Os textos publicados em blogs internacionais apresentam discussões entre cientistas sobre a veracidade da pesquisas quanto ao aquecimento global.

Um dos trechos divulgados mostra parte da conversa entre Peter Thorne, do Met Office, e Phil Jones. “Observações não mostram o aumento das temperaturas em toda a troposfera tropical, a menos que você aceite um único estudo e abordagem e descarte a importância dos outros”, havia declarado Thorne. Em resposta Jones disse: “Eu também acho que a ciência está sendo manipulada para dar uma interpretação política sobre ele [aquecimento global], que pode não ser muito inteligente em longo prazo”.

No entanto, conforme publicado pelo site britânico The Week, as conversas sofreram cortes e correspondiam a debates entre cientistas. O pesquisador Michael Mann se defendeu, dizendo que os textos foram apresentados fora de contexto, com o objetivo de prejudicar os cientistas que acreditam na influência humana sobre o aquecimento global.