Guerra: Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta terça-feira, 10, a abertura de um corredor humanitário até a Faixa de Gaza para entrada de suprimentos médicos essenciai ( Mahmud Hams/AFP)
Redação Exame
Publicado em 11 de outubro de 2023 às 07h30.
Última atualização em 11 de outubro de 2023 às 07h37.
O número de mortos na guerra entre Israel e Hamas não para de subir. De acordo com o último balanço divulgado pela CNN, 2.200 pessoas morreram em decorrência dos ataques do Hamas em Israel e dos bombardeios dos israelenses na Faixa de Gaza.
Em Israel, são 1.000 mortos e 2.700 feridos. Segundo o ministério da Saúde de Gaza, pelo menos 900 palestinos foram mortos e 4.500 estão feridos. Entre os mortos estão 260 crianças e 230 mulheres, disse um porta-voz do ministério. Além do balanço oficial, um porta-voz das forças militares israelenses afirmou que 1.500 corpos de integrantes do Hamas foram encontrados dentro do território de Israel.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta terça-feira, 10, a abertura de um corredor humanitário até a Faixa de Gaza para entrada de suprimentos médicos essenciais. "Os hospitais não podem funcionar sem combustível e eletricidade. Os suprimentos que pretendemos transportar já estão num nível baixo, por isso precisamos que estes produtos cheguem à Faixa de Gaza", disse o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic.
O avião de repatriação de brasileiros em Israel pousou em Brasília durante a madrugada desta quarta-feira, 11. O voo, que partiu de Tel Aviv na terça-feira, 10, durou cerca de 14 horas.
A aeronave da FAB, modelo KC-30, chegou com 211 passageiros. Do total, 107 desembarcaram em Brasília e 104 seguiram para o Rio de Janeiro em outros dois aviões da FAB.
Até o próximo domingo, 15, outros cinco voos devem sair do Brasil para repatriar os brasileiros. Segundo informações da Globo News, a prioridade serão para crianças, pessoas com deficiência ou enfermos.
Segundo a rede Al Jazeera, o grupo armado palestino Hamas lançou a “Operação Al-Aqsa Flood”, em defesa da mesquita de Al-Aqsa”. O complexo que fica em Jerusalém é foco histórico de tensão entre israelenses e palestinos.
Os muçulmanos chamam a região, que também inclui o santuário da Cúpula da Rocha (ou Domo da Rocha), de Haram al-Sharif, ou Santuário Nobre. Os fiéis crêem que o profeta Maomé viajou de Meca até à mesquita em uma noite para orar antes de ascender ao céu.
Já os judeus chamam o local de Monte do Templo, e o consideram sagrado pois é onde ficavam dois templos antigos importantes para a religião, destruídos pelos romanos no ano 70 D.C. O único vestígio deles é o Muro das Lamentações.
O grupo palestino Hamas lançou a "Operação Al-Aqsa Flood" para defender a mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, palco de tensões entre palestinos e israelenses.
No Brasil, apenas os grupos designados como "terroristas" pela ONU recebem essa classificação. Países como Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Austrália e nações da União Europeia, apontam que o Hamas é uma organização terrorista.
Ismail Haniyeh lidera o Hamas desde 2017 e reside em Doha, Catar, desde 2020 devido às restrições de saída e entrada em Gaza, que enfrenta bloqueios em suas fronteiras tanto com Israel quanto com o Egito.
Na sua Carta de Princípios de 1988, o Hamas declarou que a Palestina é uma terra islâmica e não reconhece a existência do Estado de Israel.