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Greta Thunberg é presa na Alemanha; veja vídeo

Ativista foi presa com outros manifestantes enquanto protestava em mina de carvão a céu aberto

Greta: três policias carregaram a ativista para um local distante da borda da mina (Roberto Pfeil/Getty Images)

Greta: três policias carregaram a ativista para um local distante da borda da mina (Roberto Pfeil/Getty Images)

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Da Redação

17 de janeiro de 2023, 15h59

A ativista ambiental Greta Thunberg foi detida nesta terça-feira, 17, durante protesto contra a demolição da vila carbonífera de Luetzerath, na Alemanha, segundo a polícia local. 

Thunberg foi presa com outros manifestantes enquanto protestava na mina de carvão a céu aberto de  Garzweiler 2, a cerca de 9 quilômetros (5,6 milhas) de Luetzerath. Ela se sentou com um grupo perto da borda da mina.

Imagens mostram que três policias carregaram a ativista para um local distante da borda da mina. Uma pessoa que acompanhava a manifestação disse à agência Reuters que viu Greta sentada em um grande ônibus da polícia após ser detida.

De acordo com a polícia, ela fazia parte de um grupo de ativistas que estava na borda da mina, e que ela foi abordada e carregada pelos policiais para fora de uma região supostamente perigosa. Um dos ativistas teria pulado na mina, mas não existe informação se ele ficou ferido.

Um porta-voz da polícia disse que os manifestantes seriam encaminhados para identificação, mas ainda não está claro o que irá acontecer com Thunberg e o grupo. 

A população de Lützerath ficou isolada depois que suas casas, fazendas e construções de madeira foram demolidas, nas quais centenas de ativistas resistiram ao despejo por vários dias, em meio a um forte destacamento policial.

No último sábado, 14, um protesto com a participação da ativista ambiental terminou em conflito entre os manifestantes e a polícia local. Na manifestação, que reuniu cerca de 35 mil pessoas, segundo os organizadores, centenas de militantes tentaram entrar em áreas restritas de uma mina de lignito localizada no oeste do país, informaram as forças de segurança.

O governo do chanceler Olaf Scholz condenou hoje os atos de resistência realizados no fim de semana, que segundo o Ministério do Interior se tornaram violentos e atrapalharam o trabalho das equipes de saúde. A partir da convocação dos movimentos ambientalistas, constatou-se, por outro lado, que a polícia agiu com força desmedida, inclusive atingindo os ativistas com cassetetes.

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