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Greenpeace se desculpa por protesto nas Linhas de Nazca

Grupo disse lamentar eventual "ofensa moral" que o protesto realizado no local histórico, na segunda-feira, possa ter causado ao povo do Peru

Protesto do Greenpeace: ativistas colocaram letras gigantes no solo perto da figura de um beija-flor, dizendo "hora da mudança, o futuro é renovável" (Greenpeace/Reuters)

Protesto do Greenpeace: ativistas colocaram letras gigantes no solo perto da figura de um beija-flor, dizendo "hora da mudança, o futuro é renovável" (Greenpeace/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 11 de dezembro de 2014 às 09h18.

Lima - O grupo ambientalista Greenpeace pediu desculpas, na quarta-feira, por um protesto realizado nas históricas Linhas de Nazca em um deserto peruano.

O grupo disse lamentar eventual "ofensa moral" que o protesto realizado no local histórico, na segunda-feira, possa ter causado ao povo do Peru.

Os ativistas colocaram letras gigantes no solo perto da figura de um beija-flor, dizendo "hora da mudança, o futuro é renovável". A mensagem tinha como objetivo pressionar os negociadores que participam de uma reunião do clima da ONU em Lima.

As Linhas de Nazca são um conjunto de imagens gigantes de plantas e animais, como um macaco, uma aranha e um beija-flor, escavadas no solo há cerca de 1.500 anos.

Os desenhos só podem ser vistos do alto, o que é motivo de várias teorias sobre como as sociedades antigas podem ter feito os desenhos.

O governo peruano tenta restringir o controle sobre as visitas ao local, considerado vulnerável.

As autoridades disseram que podem abrir uma investigação criminal sobre o incidente e que tentarão impedir os ativistas que participaram do protesto de deixar o país.

O Greenpeace disse que vai colaborar com o governo para determinar se houve algum dano ao local e que vai parar de usar as fotos que tirou do protesto como parte de suas campanhas.

O grupo anunciou que o diretor-executivo Kumi Naidoo irá a Lima nesta semana para se desculpar pessoalmente com o governo peruano.

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