Grécia afirma que reestruturação da dívida não é necessária

Governo do país disse não ter planos para reestruturar a dívida pública de € 340 bilhões; novo pacote de austeridade deve ser lançado nesta sexta-feira

Atenas, 14 abr (EFE).- O governo socialista da Grécia reiterou nesta quinta-feira que o país não pretende reestruturar sua dívida pública de 340 bilhões de euros e garantiu que continuará com seu programa para sair da crise.

"A postura do governo no assunto se mantém igual", disse nesta quinta-feira o porta-voz governamental, Giorgos Petalotis, em Atenas.

Petalotis acrescentou que "na Europa não há um diálogo oficial sobre a reestruturação da dívida grega e não há motivo para que o governo examine os cenários para a reestruturação".

Estas declarações acontecem um dia antes da apresentação de um novo pacote de medidas de austeridade de aproximadamente 23 bilhões de euros até 2015.

"Os planos que o primeiro-ministro (Giorgos Papandreou) apresentará amanhã mostram que contamos com um programa para sair da crise e se achássemos que não conseguiríamos, diríamos ao povo", afirmou Petalotis.

Diante dos persistentes rumores sobre uma pronta reestruturação da dívida grega, os bônus de Estado gregos a dez anos alcançaram nesta quinta-feira um novo rendimento máximo de 13,225%.

Enquanto isso, a crise econômica e as medidas de austeridade estão afetando cada vez mais o mercado de trabalho do país.

Segundo dados do órgão de estatísticas oficial, a taxa de desemprego alcançou no mês de janeiro um novo recorde de 15,1%, frente aos 11,3% registrados em janeiro de 2010.

O porta-voz declarou que "o desemprego é fruto da recessão" e que "a Grécia se encontra no ponto mais profundo dela", e prometeu que "a partir de 2012 haverá crescimento e novos postos de trabalho".

Por conta da alta da taxa de desemprego, o sindicato do setor público celebrou nesta quinta-feira a decisão do Supremo Tribunal grego de obrigar o Estado a contratar de forma permanente dezenas de funcionários de limpeza que trabalhavam desde 1990 com contratos temporários em um órgão público responsável pela organização das loterias.

Analistas financeiros avaliaram que se trata de uma decisão que pode criar um importante precedente para que milhares de funcionários com contratos temporários que correm o risco de serem demitidos mantenham ou recuperem seus empregos.

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