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Governo da Itália proíbe uso de bombas e pede cuidado na abertura de prosecco

A polêmica dos explosivos partiu neste ano da Associação Italiana de Defesa dos Animais e Ambiente

Oftalmologistas pedem cuidado no momento de abrir as garrafas de 'prosecco' (Getty Images)
DR

Da Redação

Publicado em 2 de janeiro de 2012 às 11h57.

Roma - Os italianos se preparam para Ano Novo com proibições de lançar fogos de artifício em várias cidades para evitar ferimentos em animais e crianças e com sérias recomendações de oftalmologistas no momento de abrir as garrafas de 'prosecco' sem que a rolha tenha como alvo os olhos de quem estiver no entorno.

A polêmica dos explosivos partiu neste ano da Associação Italiana de Defesa dos Animais e Ambiente (Aidaa). Em várias cidades, a entidade pediu aos prefeitos a proibição do uso de fogos dos quais os italianos são tão fãs para festejar a entrada do novo ano e que 'aterrorizam os animais, que passam a noite escondidos'.

Aderiram a essa iniciativa as cidades de Turim, Milão, Veneza e Modena, no norte do país, e Bari, no sul.

Por sua vez, o prefeito de Roma, Gianni Alemanno, não proibiu as comemorações pirotécnicas na noite mais longa do ano já que para parte dos italianos é mágico destruir o tempo passado através da purificação do fogo, mas com moderação.

Os veterinários, entretanto, advertem que tanto os animais domésticos quanto os selvagens sentem terror diante de explosões porque não sabem de onde provêm e podem fugir apavorados invadindo estradas ou abandonar em revoada seus ninhos.

Uma proibição impossível de impor em Nápoles, onde a população adora os fogos e neste ano está sendo preparado um grande show pirotécnico com o nome de 'prêmio de risco'. A esperança deles é conjurar com a explosão a crise econômica tão ligada ao que os italianos chamam de 'spread', que até agora nem sequer o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, conseguiu exorcizar.

O uso impróprio de explosivos causa a cada ano milhares de ferimentos em adultos e crianças, com danos mais graves nas mãos e no rosto (7%), enquanto 5% acabaram com amputações de membros e perda de visão, informa neste sábado o jornal 'Il Messagero'. Só em Nápoles, a pirotecnia fez nos últimos cinco anos 344 feridos.

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A polêmica dos explosivos partiu neste ano da Associação Italiana de Defesa dos Animais e Ambiente (Aidaa). Em várias cidades, a entidade pediu aos prefeitos a proibição do uso de fogos dos quais os italianos são tão fãs para festejar a entrada do novo ano e que 'aterrorizam os animais, que passam a noite escondidos'.

Aderiram a essa iniciativa as cidades de Turim, Milão, Veneza e Modena, no norte do país, e Bari, no sul.

Por sua vez, o prefeito de Roma, Gianni Alemanno, não proibiu as comemorações pirotécnicas na noite mais longa do ano já que para parte dos italianos é mágico destruir o tempo passado através da purificação do fogo, mas com moderação.

Os veterinários, entretanto, advertem que tanto os animais domésticos quanto os selvagens sentem terror diante de explosões porque não sabem de onde provêm e podem fugir apavorados invadindo estradas ou abandonar em revoada seus ninhos.

Uma proibição impossível de impor em Nápoles, onde a população adora os fogos e neste ano está sendo preparado um grande show pirotécnico com o nome de 'prêmio de risco'. A esperança deles é conjurar com a explosão a crise econômica tão ligada ao que os italianos chamam de 'spread', que até agora nem sequer o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, conseguiu exorcizar.

O uso impróprio de explosivos causa a cada ano milhares de ferimentos em adultos e crianças, com danos mais graves nas mãos e no rosto (7%), enquanto 5% acabaram com amputações de membros e perda de visão, informa neste sábado o jornal 'Il Messagero'. Só em Nápoles, a pirotecnia fez nos últimos cinco anos 344 feridos.

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