Ontem, 16, Lula se encontrou, no Rio de Janeiro, com a presidente da Comissão Europeia (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Redação Exame
Publicado em 17 de janeiro de 2026 às 18h40.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, expressou publicamente seu desapontamento com a ausência do colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de assinatura do tratado de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, realizada neste sábado (17) em Assunção. Peña classificou a falta do líder brasileiro como algo que deixa “um sabor amargo”.
Em coletiva de imprensa realizada no Banco Central do Paraguai, sede do evento, o mandatário paraguaio foi enfático ao reconhecer a contribuição decisiva de Lula para a conclusão das negociações. “Seria injusto não reconhecer a liderança que o presidente Lula teve em levar adiante as negociações”, afirmou.
Peña lembrou o “empenho e a energia” dedicados pelo presidente brasileiro ao processo, ressaltando que Lula atuou “por incumbência dos países do Mercosul”. “Este acordo não estaria sendo assinado em Assunção se não fosse pelo trabalho e dedicação do presidente Lula”, insistiu.
O paraguaio, que se referiu a Lula como seu “amigo”, revelou que agiu até o último momento para tentar assegurar sua presença. “Fizemos todas as tentativas para que ele pudesse estar, mas, por questões de agenda, infelizmente não foi possível”, explicou Peña, mencionando que o brasileiro teria compromissos de campanha em seu país.
Ontem, 16, Lula se encontrou, no Rio de Janeiro, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, encontro interpretado localmente como uma espécie de antecipação simbólica ao ato oficial em Assunção.