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Geraldo Alckmin confirma que deixará o MDIC no dia 4 de abril

Declaração do vice-presidente foi feita durante a divulgação dos números da balança comercial de fevereiro

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 5 de março de 2026 às 15h48.

Última atualização em 5 de março de 2026 às 16h01.

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou que pretende deixar o comando da pasta no prazo estabelecido pela legislação, em 4 de abril. Ele não detalhou a decisão e ressaltou que o cargo de vice-presidente não exige desincompatibilização.

A declaração foi feita durante a divulgação dos números da balança comercial de fevereiro. Em tom descontraído, Alckmin mencionou a regra que determina a saída do ministério até 4 de abril para integrantes do governo que pretendem disputar eleições.

Ao ser questionado sobre a desincompatibilização, explicou que a exigência se aplica apenas ao cargo de ministro.

"Vice-presidência não tem desincompatibilização, só o ministério", disse Geraldo Alckmin, em relação aos prazos eleitorais e possível saída do cargo ministerial caso decida disputar as eleições de 2026.

Reconfiguração do governo Lula em ano de eleição

Uma negociação política dentro do governo discute como posicionar Fernando Haddad e Geraldo Alckmin na disputa eleitoral em São Paulo, considerada peça central da estratégia de Lula para 2026.[/grifar]

Hoje, Haddad é o principal nome do PT no estado e recebe pressão do presidente e do partido para disputar o governo paulista contra Tarcísio de Freitas (Republicanos). O ministro ainda não confirmou publicamente a candidatura, mas interlocutores apontam que a resistência diminuiu em comparação com meses anteriores.

Ao mesmo tempo, Geraldo Alckmin passou a ocupar posição relevante nessa discussão. O vice-presidente é apontado como o político com maior capilaridade no interior paulista, especialmente em setores onde o governo Lula registra menor presença, como o agronegócio, segundo informações do jornal O Globo. Nos bastidores, aliados discutem que, caso Haddad concorra ao governo estadual, Alckmin participe de forma ativa da campanha para ampliar interlocução política fora da capital.

Haddad e Alckmin ocupam hoje cargos estratégicos no governo federal, o que conecta o debate eleitoral também à composição da chapa presidencial.

*Com informações da agência O Globo.

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