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Gasolina nos EUA ultrapassa US$ 4 com guerra no Irã

Preço médio chega a US$ 4,01 por galão após ataques e bloqueio no Estreito de Ormuz; é a primeira vez em quatro anos que o combustível chega nesse valor

Bomba de combustíveis: O litro do diesel está 2% mais barato (Sol de Zuasnabar Brebbia/Getty Images)

Bomba de combustíveis: O litro do diesel está 2% mais barato (Sol de Zuasnabar Brebbia/Getty Images)

Publicado em 31 de março de 2026 às 10h53.

O preço médio da gasolina nos Estados Unidos ultrapassou US$ 4 por galão nesta terça-feira, 31, impulsionado pela escalada da guerra envolvendo o Irã e pelo impacto direto no mercado global de petróleo.

Segundo a AAA, o valor chegou a US$ 4,01, o maior nível desde 2022.

O movimento ocorre em meio ao bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas do mundo, responsável pelo transporte de cerca de 20% da oferta global de petróleo e gás natural.

De acordo com o Washington Post, a interrupção no fluxo tem pressionado preços e levado países a recorrerem a reservas estratégicas.

Na madrugada desta terça-feira, um navio petroleiro do Kuwait foi atingido nas águas de Dubai, em mais um episódio de ataques a ativos energéticos na região. Segundo autoridades, o navio pegou fogo, mas não houve vítimas.

O ataque reforça a percepção de risco no mercado e evidencia a capacidade do Irã de atingir infraestruturas críticas. O episódio ocorre em meio à intensificação do conflito liderado pelos Estados Unidos sob o comando do presidente Donald Trump.

O preço do barril do tipo Brent, referência global, era negociado em torno de US$ 106 nesta manhã, refletindo a pressão sobre a oferta e o aumento das incertezas geopolíticas.

Impacto global pressiona consumidores e economias

Embora os Estados Unidos não enfrentem risco imediato de escassez, o caráter global do mercado de energia faz com que os preços domésticos sejam afetados. O aumento da gasolina tende a se espalhar por toda a economia, elevando custos de transporte, produção e alimentos.

Economistas alertam que o impacto pode se intensificar nas próximas semanas, com efeitos sobre a inflação e o consumo.

Em regiões mais dependentes do petróleo que passa pelo Golfo, como a Ásia, governos já adotam medidas emergenciais, incluindo racionamento de energia e subsídios.

A expectativa de analistas é que, mesmo com eventual reabertura do estreito, a normalização da cadeia de abastecimento leve meses, prolongando a pressão sobre os preços globais.

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