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Fluxo de venezuelanos na Colômbia afeta paz com Farc, diz EUA

Oficial Kurt Tidd, que lidera ação americana na região, diz que fundos de reintegração de ex-combatentes estão sendo desviados para cuidar de venezuelanos

Venezuelanos: Tidd destacou que a maior preocupação com a Venezuela é o "enorme fluxo" cidadão pela América do Sul e o impacto nos países vizinhos (Jaime Saldarriaga/Reuters)

Venezuelanos: Tidd destacou que a maior preocupação com a Venezuela é o "enorme fluxo" cidadão pela América do Sul e o impacto nos países vizinhos (Jaime Saldarriaga/Reuters)

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AFP

Publicado em 7 de junho de 2018 às 19h41.

Um fluxo maciço de venezuelanos desesperados que vão à vizinha Colômbia está afetando a implementação por Bogotá de um acordo de paz histórico, alertou o principal oficial militar dos Estados Unidos para a região nesta quinta-feira (7).

Em um acordo de 2016, as hoje extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desarmaram seus 7.000 combatentes para se juntarem ao processo político e encerrar a guerra civil de 50 anos no país.

O acordo também visa garantir que milhares de ex-combatentes sejam reintegrados à sociedade colombiana.

Mas de acordo com o almirante Kurt Tidd, que lidera o Comando Sul das Forças Armadas americanas, alguns dos fundos de reintegração estão sendo desviados para cuidar dos venezuelanos que fugiram da crise em seu país.

"Muitos recursos destinados à reintegração de ex-membros das Farc à sociedade tiveram que ser destinados para cuidar dos venezuelanos que fugiram da devastação econômica da Venezuela", disse Tidd a repórteres durante um evento em Washington.

Assinalou que a maior preocupação com a Venezuela é o "enorme fluxo" de cidadãos venezuelanos desesperados sem comida, remédios, ou meios para se sustentar, e o impacto nos países vizinhos.

"Já vimos milhares no Peru. Já vimos milhares no Brasil", disse Tidd, observando que "provavelmente" pelo menos um milhão de venezuelanos foram para a Colômbia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em agosto que está analisando uma série de cenários para a Venezuela - "incluindo uma possível opção militar, se necessário".

Mas Tidd não comentou quando perguntado se uma opção militar ajudaria a lidar com a situação.

"Agora vamos falar sobre cuidar do povo venezuelano e ajudar os países vizinhos a lidar com isso", concluiu.

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